«Cada ratinha tem o seu mistério e desvendar uma não quer dizer que percebemos o mistério total», Puchkine, Diário Secreto
sexta-feira, março 25, 2005,9:37 da tarde
The Show Must Go On
Agora que o bloguista de serviço partiu para Espanha a fim de orientar turistas (possivelmente mais orientados do que ele) ou algo que o valha, eu, co-fundador pouco participante, decido entrar em cena. Entrarei em cena com o objectivo de, fazendo jus a um pedido do supracitado animador de serviço: "não deixar morrer" o blog. Fá-lo-ei com todas as minhas forças, sabendo no entanto que não me posso comparar ao bom magnuspetrus que, decerto, terá uma participação muito reduzida (se tivermos em conta a sua fabulosa verborreia habitual).

Passarei a escrever mais neste blog, mas não posso prometer sequer um quarto da participação do magnuspetrus, nem sequer uma décima do despropósito dos seus conteúdos. Resumindo: não conseguirei ser tão parvo nem tão inusitado como o recém partido.

Magnuspetrus, uma boa viagem para ti. Espero que corra tudo da melhor forma possível.
 
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,10:25 da manhã
Até quando?
A partir deste preciso momento, todas os meus posts passarão a ter um selo espanhol, passando assim pela apertada censura espanhola, da qual tirarei o modelo a fim de a tentar implementar em Portugal.
A todos os leitores deste blog desejo uma Feliz Páscoa e que a vivam o melhor que souberem.
Muito obrigado a todos,
Magnuspetrus
 
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quinta-feira, março 24, 2005,2:53 da tarde
Oooh, diz Gabriel Alves
Vou a uma livraria.
Ao entrar, deparo-me com a espalhafatosa publicidade ao livro mais esperado do mercado editorial português dos últimos tempos.
Não resistindo ao sorriso encantador do charmoso Garcia Marquez, pego num livro, que parece corresponder às expectativas criadas em seu redor., mas... 15, 50€????
Chamo o gerente da loja e faço-lhe uma porposta honesta:
Tenho cinco euros e onze no cartão. Dou-te isso pelo livro.
Ele responde-me com um olhar escarninho.
Reitero a minha proposta com uma firmeza inabalável.
O sorriso desvanece-se e surge uma contra-proposta:
Se calhar podíamos negociar um empréstimo.
Já está!
Trouxe o livro para casa, preparando-me agora para o ir devolver.
Sobre o livro propriamente dito, não desilude em nada, muito pelo contrário, contrariando os rumores de que o senhor já estivesse senil.
Embora se afaste um pouco do realismo mágico a que habituou muitos dos leitores deste blog, está fantástico, propício para ser devorado, se bem que haja quem defenda a tese de que se deve apreciar calmamente. Não consegui, nem geralmente consigo.
Fica levantada a sugestão de leitura.
 
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,2:22 da tarde
Como humilhar?
Penso.
Acabei agora mesmo de ler o post do meu desaparecido colega de lides bloguísticas.
Qual será a melhor maneira de o humilhar, assim cumprindo o ideário original destes negócios?
Se calhar desprezo-o, como tantos o fazem pela Alta Autoridade para a Comunicação Social e pelos seus respectivos provedores.
A cerca de vinte e quatro horas da minha partida, assim expresso o meu contentamento por este reaparecimento nesta época pascal.
 
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,2:37 da manhã
Comunicado do provedor
Subitamente, como decerto repararam, senti uma irreprimível necessidade de comentar. E que comentários! É que não consigo conter a vontade de arreliar o meu bom companheiro, compincha e homónimo Pedro. Ele é deveras cómico. Que saborosas barbaridades vomita pela ponta dos dedos.

A verdade é que já ninguém sabe que eu escrevo neste blog. E eu até gosto. É giro imaginar os «gentis» leitores a pensar: "Mas que raio. Quem é este ranhoso que veio para aqui escrever como deve ser?". E eu respondo-vos que mais não sou do que uma espécie de provedor. E é nessa qualidade que vos peço encarecidamente que leiam com atenção os magníficos conselhos literários do bloguista residente e ainda um dos blogs que este tão amavelmente nos aconselha: O Acidental. Este blog tem sido para mim, ao longo dos tempos, uma excelente companhia nas horas de maior tristeza. Leiam-no com atenção. Quase choro ao ler os apontamentos humorísticos de Paulo Pinto Mascarenhas e seus comparsas. Que maravilha. Obrigado, Bom magnuspetrus.
 
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quarta-feira, março 23, 2005,2:27 da tarde
História Suja
Uma vez deliciado com Dylan Thomas, resolvi partir para a leitura da História Suja de Luís Sepúlveda.
As suas crónicas, registadas primariamente na sua moleskine, revelam a sua maneira de perspectivar o mundo, caíndo frequentemente nas típicas e utópicas contradições da esquerda. Defende a sua existência enquanto um ser puramente latino-americano, apesar de viver na Europa e afirmar que está profundamente enraízado na sua cultura.
Nada que não estivesse já há espera, devido à leitura que já tinha feito da sua entrevista em oferta com o livro.
É sempre bom manter-me em contacto com a fonte de inspiração da maior parte dos folhetins universitários portugueses...
Regresso ao calor da leitura do modernista Mário de Andrade, há tanto tempo relegado para a mesa de apoio de onde vos escrevo.
 
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,12:20 da tarde
Dylan Thomas
Tinha mesmo que ser...

The hand that signed the paper felled a city;
Five sovereign fingers taxed the breath,
Doubled the globe of dead and halved a country;
These five kings did a king to death.
The mighty hand leads to a sloping shoulder,
The finger joints are cramped with chalk;
A goose's quill has put an end to murder
That put an end to talk.
The hand that signed the treaty bred a fever,
And famine grew, and locusts came;
Great is the hand the holds dominion over
Man by a scribbled name.
The five kings count the dead but do not soften
The crusted wound nor pat the brow;
A hand rules pity as a hand rules heaven;
Hands have no tears to flow.

Segue-se Luís Sepúlveda.
 
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,2:30 da manhã
Boris Vian e mais qualquer coisa
Já li o Outono em Pequim. Bom.
Por vezes atravessam-se estes livros que nos oferecem as respostas de que precisamos e este vendeu-me a alienação que procurava através da exploração de situações absurdas, que nada são, quando comparadas com um comentário do Gabriel Alves.
Quanto ao mais qualquer coisa, chama-se Dylan Thomas e não posso deixar de expressar o meu encanto quase imediato por este poeta a quem só conhecia o nome e vagamente a biografia. A Mão Ao Assinar Este Papel é um livro que recomendo a muitos dos gentis leitores deste blog.
 
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,2:25 da manhã
Geração de ouro???
Conversa casual.
Um ilustre promotor da cultura local, critica a juventude por falta de iniciativa.
Resposta: propomos um programa de rádio no qual nos debruçaremos sobre alguns dos mais emblemáticos romances de sempre. Kafka, Wilde e Carroll lutam por um lugar de destaque.
Primeiro gaguejo. Têm, têm que formalizar o vosso pedido por escrito.
Apresentámos.
Não tendo nós feito qualquer tipo de exigência sobre horas ou vencimento, apresentámos um a nossa proposta.
Resposta?
AInda no outro dia o ouvi na rádio, a criticar a falta de iniciativa cultural dos jovens.
 
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terça-feira, março 22, 2005,3:09 da tarde
Política Nacional
Depois dos recentes debates na nossa Assembleia em redor do Dr. Freitas do Amaral, não sei se hei-de rir ou de chorar.
Talvez ir comer pampilhos até à total exaustão gustativa.
 
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,10:41 da manhã
Ajuda!!!!
Estou a proceder à escolha dos 29 cds que me acompanharão nos próximos 7 meses por terras espanholas.
Sugestões aceitam-se.
A lista provisória segue-se dentro de breves momentos

Biografia do Fado de Coimbra
José Mário Branco - Mudam-se os Tempos, Mudam-se as vontades
The Dave Brubeck Quartet - Time Out
Miles Davis - Kind of Blue
Miles Davis - Its About Time; Live in Montreux 1969
The Doors - The Doors
Nick Drake - Bryter Layter
Thomas Fersen - Pièce montée des grands jours
Sérgio Godinho - Noites Passadas
Quarteto Jobim - Morelenbaum
Jorge Palma - No tempo dos Assassinos (Ao vivo no Villaret em 2002)
W. A. Mozart - Requiem em Ré m
Pink Floyd - The Wall
Yann Tiersen - C'était Ici
Tom Waits - Alice
Taizé - compilação feita por mim
Thelonious Monk - It's Monk's Time
Patxi Andion - Un, Dos y Tres
Françoise Hardy - Tant de Belles Choses
Jorge Palma - Asas e Penas
Yann Tiersen - Good Bye Lenin!
Chico Buarque - Ópera do Malandro
Pulp Fiction
Radiohead - OK Computer
 
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,10:26 da manhã
Política
Motivado pelos recentes comentários sobre as minhas opiniões políticas, aqui vos ofereço novamente a minha parcial visão dos factos.
Tal como o Irnerio aqui deixou claro um dia, isto não é um blog democrático, embora ainda vamos permitindo comentários mais ou menos assanhados.
Mas não me alongarei mais nestas querelas menores pois creio ser importante realçar a teoria dos S que me foi revelada numa noite mística.
Soares não foi bom, Santana também não e Sócrates promete.
Já agora, uma vez que Sócrates encerra discussão do programa de Governo que passará sem votação, porque foi discutido?
Ao menos o Sporting ganhou contra todos os desejos e polémicas de Pinto da Costa.
Sinal da mudança dos tempos?
 
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segunda-feira, março 21, 2005,7:35 da tarde
Seguimento lógico
Como Boris Vian me pareceu não suficiente, hoje decidi ver Dogville.
Confesso que as expectativas que Os Idiotas me levantou há uns anos não foram desfraudadas.
O Lars Von Trier está cada vez melhor e eu a retratar o meu mundo de forma cada vez mais absurda.
Se calhar até imaginarei que chove pela primeira vez no dia que inaugura a primavera ou que o Freitas do Amaral voltaria a fazer parte de um governo maioritariamente PS.
Já agora e sobre esta minha última alucinação, falta saber: Estará Freitas do Amaral a ficar de esquerda, ou o PS de direita?
 
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,12:12 da tarde
Chuva!
Mais do que as saudades que tinha de andar à chuva, tinha saudades das habituais disputas de chapéus de chuva pelas ruas da cidade, o que me faz recordar aquela máxima jesuíta:
"As evidências são como as varetas dos chapéus de chuva: mais dia menos dia entra-nos uma pelos olhos adentro..."
 
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domingo, março 20, 2005,7:56 da tarde
O horror
O televisor está ligado na SIC Notícias e a Bárbara Guimarães entrevista Paulo Damião, pintor, que decide escolher o Retrato de Dorian Gray.
Começam a debatê-lo. Os meus batimentos cardíacos começam a aumentar devido à minha paixão pelo supra citado livro.
Mas, medo!!!!!
Ignorando a insistência do entrevistado em debater as temáticas do livro, assim como a possível relação do mesmo com a sua obra, a BG insistiu no resumir factual da obra.
Porque é que não me oferecem a mim o lugar dela?
 
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,7:18 da tarde
Eles voltaram!!!!!!
Alegria, espanto, e o que mais seja.
Eles http://news.bbc.co.uk/2/hi/entertainment/4360797.stm estão de volta!!!
Tenho fé que, à semelhança do Cats, venham a Portugal lá daqui a trinta anos.
Até lá vou já começar a poupar os cinquenta cêntimos do cafézinho matinal que não bebo para depois ter dinheiro para o espectáculo.
 
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,7:05 da tarde
Disto é que vou mesmo ter saudades...
 
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,6:59 da tarde
Já está quase...
Já falta mesmo pouco tempo para a minha partida.
Dentro de uma semana, por esta hora, já estarei em terras catalãs a espalhar o charme do meu futebol.
Mas não vou descansado.
Apesar de apresentado o programa governamental , Sócrates mantém o mesmo nível de especulação sobre as políticas que irá assumir.
Numa altura em que já é primeiro ministro, exige-se, no mínimo, directivas de governo. É assim que funciona na Europa.
Já que se fala em Europa, deixo aqui mais uma nota de pesar pela morte de mais dois polícias portugueses no concelho da Amadora. Os polícias pedem maior autoridade e eu encolho os ombros e tento esquecer que houve 25 de Abril em Portugal1.



1- ok, isto merece uma nota antes que este post se encha de comentários idiotas, típicos de toda uma franja da sociedade portuguesa: ou não. Cada qual entende o que quiser. Não apresentarei qualquer tipo de explicação.
 
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sexta-feira, março 18, 2005,1:03 da tarde
Não poderia deixar de ser...
Daisy Miller também já foi à vida.
Muito bom. O até agora desconhecido (para mim), Henry James arrisca-se a ser abordado novamente num futuro mais ou menos próximo para conseguir formar uma opinião mais sólida acerca dele.
A nível psicológico é muito, muito bom.
Embora não consiga controlar nem esconder a minha ansiedade por ler mais obras dele, parto agora à descoberta de Boris Vian.
As minhas lacunas literárias são monstruosas.
Prometo apenas limá-las, muito, muito de mansinho...
 
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,10:42 da manhã
Conversa Casual
A caminhar pelas scalabitanas ruas com um colega meu, encontramos um dos ilustres senhores da Associação 25 de Abril.
Beat para aqui, beat para ali e surge o Bob Dylan. Perante o nosso espanto, esse senhor associou os beats ao Bob Dylan ( e onde é que o Miles aparece no meio disto tudo???), mas não se ficou por aqui. Empenhado a comprovar os seus imensos conhecimentos, afirma perentoriamente:
o Bob Dylan foi um ícone, um anti-guerra, anti-sistema, anti- capitalista, anti-semita...
Consegui conter o meu riso escarninho. Foi difícil, confesso, mas consegui, se bem que, ainda antes da despedida fui novamente atentado ao ouvir a palavra "Móléskiné" ser pronunciada como referência à minha agenda.
Despedi-me cordialmente e fui aliviar o meu riso contido numa qualquer igreja de maneira a que não venha sofrer represálias quando chegar ao céu.
Nestas coisas, nunca confiando...
 
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,10:34 da manhã
Eu no recital, pois claro...
 
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,10:33 da manhã
Sempre bem acompanhados durante o recital...
 
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,10:30 da manhã
Uff, já está!!
Depois do difícil processo de selecção do programa, lá nos dirigimos até ao Respública para fazer o tão famigerado Recital de Poesia.
O nervosismo começou a denotar-se logo com a leitura dos primeiros poemas, mas cedo os medos foram vencidos e partimos para uma boa aventura, arrebatando os mais temerosos corações de uma sala consideravelmente cheia.
Os beats fizeram um sucesso natural, assim como a Toada de Portalegre e os nossos modernistas.
Assim sendo, não terá sido de espantar o facto de terem chovido aplausos e convites para regressarmos.
Não o faremos, ou pelo menos não o farei nos próximos 7 meses ou assim espero eu.
O meu muito obrigado ao meu cúmplice Gonçalo Veiga e a todos os que estiveram presentes e nos apoiaram desde o início.
 
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,10:30 da manhã
Da difiícl escolha do programa II
 
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,10:24 da manhã
Da difícil escolha do programa
 
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quinta-feira, março 17, 2005,1:05 da manhã
Açorianos
Deu-se ontem a troca de presidentes da Assembleia da República.
Curioso, será, terem sido dois açorianos.
Diferença: Um sorria e falava a todas as pessoas, o actual nem aos jornalistas fala e sorrir, fizeram questão de mostrar uma imagem em que José Lello e António Vitorino riam perdidamente, enquanto Jaime Gama mantinha uma cara sisuda.
Esperam-nos tempos austeros...
 
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,12:51 da manhã
Insano
Estou chocado.
Cabo Verde formalizou a sua proposta de adesão à UE.
Ao princípio, se alguém me dissesse, tomaria por gozo. Mesmo que surgisse o Mário Soares e o Adriano Moreira a defender esta ideia, não levaria a sério pois todos sabemos que estes senhores já não estão bem. Respeito-os pela proveta idade e pela diversão que sempre me dão.
Agora, que isto seja a sério, não é possível!
Qual é a parte de que Cabo Verde não fica na Europa que esta gente não percebe?
Há quem fale do caso Turco, mas o facto de se terem iniciado conversações com a Turquia não quer dizer que ela venha a integrar a UE. Seja como for, a Turquia lá tem a sua importância par a história europeia, ao passo que a Europa é que tem um papel importante na história de cabo Verde.
Segundo esta lógica, defendida pelas mais incríveis pessoas, qualquer país mundial, sem excepção, estará apto a integrar a UE.
Se for aceite a proposta de candidatura de Cabo Verde, emigro definitivamente para um qualquer país decente como a Austrália ou o Japão.
 
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quarta-feira, março 16, 2005,10:01 da tarde
Recital
Porque é que nada corre bem em vésperas de um acontecimento importante?
Falham os microfones e estou constipado.
A fé, essa, espero que não me abandone...
Se calhar devia-me dedicar à leitura acurada de Paula Bobone
 
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,12:19 da tarde
Convite
Venho por este meio convidar vossa excª para o assassínio da poesia napróxima quinta feira dia 17 de Março pelas 22h no Bar/Galeria Respública.Esperando a sua presença em tamanho massacre, despeço-me apresentando os meus melhores cumprimentos.
 
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,11:40 da manhã
Mais duas recomendações literárias
De maneira a conseguir inovar minimamente a maneira de propor as leituras, agora faço-o às duas de cada vez, seguindo um qualquer rito ancestral do Oriente.
Claro está que esta referência ao Oriente não é de todo acidental, pois o primeiro livro que proponho é Dança de Borboletas da já fatal colecção do Independente.
Neste conjunto de crónicas, ele oferece-nos uma imagem fascinante e apaixonada de um Japão em início de século XX.
Há uma necessidade enorme de fazer o leitor compreender os mais básicos aspectos da vida japonesa, que vão desde as pedras de decoração ao famoso Hara-Kiri.
Para os interessados em culturas diferentes, é uma boa leitura, ou uma boa introdução.
A segunda leitura vem quase no seguimento de Mar Adentro. És Meu de Rita Ferro está psicologicamente bem conseguido, retratando os conflitos interiores de uma mulher, abordando a questão da Eutanásia de uma forma completamente diferente. Feminina, talvez.
Segue-se Daisy Miller de Henry James...
 
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terça-feira, março 15, 2005,3:40 da tarde
Passeio higiénico
Os médicos recomendam andar cerca de quilómetro e meio diariamente.
Cioso com a minha saúde, lá me decidi a abandonar o escritório que tem servido de meu refúgio ultimamente e ir passear pelo centro da cidade.
De mãos nos bolsos e com uma luminosidade tenebrosa, percorri as ruas sem olhar para as lojas nem para as pessoas.
No bolso havia apenas um euro e meio a tilintar junto do telemóvel.
Olá, dois beijinhos, como está?
Já a jeito de despedida há sempre um felicidades ou bem haja que já ninguém ouve e fica perdido no meio da rua.
O Joel, personagem imaginária de um livro que gostaria de escrever, acompanha-me sempre nestes passeios.
Se calhar mudo-lhe o nome.
Talvez Inácio. Como dedicatória ao fundador dos jesuítas...
 
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,3:37 da tarde
Wenceslau de Moraes
"... mal por mal, antes o convívio com os mortos do que o convívio com os mortos."
 
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,10:41 da manhã
Os regressos
Terça feira dia 15 de Março.
Dentro de seis dias dar-se-à o regresso oficial da Primavera embora não tenha havido Inverno.
Mas não é sobre isso que me quero debruçar.
Como já devem ter adivinhado, falo do regresso de Pedro Santana Lopes à Câmara de Lisboa. À semelhança de muitos jogadores do Sporting que vão jogar para o estrangeiro e depois voltam ao país que os viu nascer.
Outro regresso importante a registar é o do governo socialista com as suas aventuras de índole guterrista.
Há quem já anuncie que eles já perderam o estado de graça ao confirmarem aquilo que os portugueses se recusaram a ouvir durante a campanha (lembro-me, sei lá, do aumento dos impostos a que Sócrates sempre se opôs). Mas Sócrates é uma pessoa de convicções e isso é importante. Tem um sentido de honra como mais ninguém tem e daí justificar-se a sua teimosia com o projecto da co-inceneração e o aumento da idade de reforma, mesmo depois de provados que nem um nem outro são as melhores soluções.
Mas há que ter convicções.
 
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segunda-feira, março 14, 2005,1:16 da tarde
TVI
Enquanto os telejornais da SIC e da RTP abriram com referência ao regresso, ou não, de Pedro Santana Lopes à Câmara de Lisboa, a TVI resolveu abrir com a alcunha de um dos envolvidos no caso da Casa Pia, revelando uma impressionante/chocante familiaridade.
Assim seja.
 
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,10:51 da manhã
A caminho da loucura
Acordo ao som do Tannhausen do Wagner.
Tomo banho ao som do Requiem do Mozart.
O meu pequeno almoçosoa-me ao concerto do Miles em Montreux 69.
Até tenho medo do que me poderá esperar o almoço...
 
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domingo, março 13, 2005,4:58 da tarde
Como conseguirei eu vencer esta depressão?
Faz hoje dois dias e um ano que se deu um dos acontecimentos mais chocantes de sempre.
Claro que me refiro ao 11 de Março.
Imaginar a Atocha em hora de ponta, com milhares de espanhóis ensonados a desesperarem por "un café" ali ao pé do Ministério da Agricultura. Outros a olharem para o relógio e a pensarem no trabalho que os espera. Lá fora estarão os marroquinos a vender os cds e as camisolas pirateadas do Real.
Passado um ano não consigo deixar de pensar nos madrilenos que conheço.
O Pepe estava em Alcalá, a Hermi a dormir, o Juanjo em Southampton. A Maria tinha decidido ir dormir fora, a Nuria mora ao pé do Bernabéu, assim como a Carlota.
Há ainda uma incontável lista de quem já não me lembro o nome. Estarão todos bem?
Passado um ano, tenho que me aguentar para não deixar escapar uma lágrima ao me lembrar de tudo isto e do pânico estampado nas caras de espanhóis que desesperavam nos corredores da faculdade.
Acho que vou ficar por aqui....
 
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,4:41 da tarde
Marcelo Rebelo de Sousa
Estejam descansados que não irei tecer qualquer tipo de comentário sobre os novos comentários do mais famoso professor universitário português.
Vou, sim, seguir os seus costumeiros conselhos literários para fazer os meus, que nada mais são do que o reflexo das minhas duas recentes leituras:
1 - Como já seria de esperar, acabei o João Pereira Coutinho nas já tão afamadas edições do Independente. Muito bom. Algumas já ocnhecia, outras rmeontam de tempos em que o seu nome ainda era uma incógnita para mim.
Se quiserem conhecer um pouco melhor sem gastarem dinheiro, podem ser carregar no link que está aí do lado direito e aventurarem-se um pouco pelo seu site, repleto de crónicas.

2 - Resolvo ler um épico. Depois dos traumas universitários causados pela leitura mais ou menos eficaz do Wasteland, decidi-me, por bem, ler Assassínio na Catedral naquelas edições baratas do DN dos nobeis.
Para comprovar que sou um verdadeiro pelintra, comprei-o ali na Barateira, junto do Teatro da Trindade.
Não está mau, mas as minhas limitações teatrais sempre fazem com que haja algo que me escape.
Seja como for, já são duas peças de teatro em menos de uma semana.
Será que me vou converter?
 
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,4:35 da tarde
Mar Adentro
Fantástico. Forte.
A actuação do Javier Bardem supera de longe a de Lunes al Sol.
Num ano em que se decidiram premiar dois filmes sobre a eutanásia, Amenabar consegue um filme excelente, que recomendo a todos os humildes leitores deste blog.
Confesso que quando saí da sala nº5 do Residence, custou-me um pouco encarar a realidade que ali estava sob a forma de centenas de pessoas a sorrirem e a tomarem café no já costumeiro movimento de sábado à tarde.
 
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quarta-feira, março 09, 2005,10:12 da tarde
Passeio pelas lojas
Decidi sair de casa e apanhar um pouco de sol.
Está calor. Ou então fui eu que saí demasiadamente agasalhado. Sinto que estoua perder o contacto com a realidade à medida que me vou encarcerando mais e mais em casa.
O sol é tanto, que não hesito em me esconder num dos bares da cidade e sentar-me num canto escondido.
Há uma exposição meio abstracionista, mas não ligo.
Peço um café e espero pela altura em que o sol se vá embora. Passa Joy Division. Por acaso já tinha reparado que o dono preserva umas pequenas reminiscências dos anos 80.
Bebo o café. Penso.
Saio do bar.
Está bom. Instalou-se um vento frio de planalto e as lojas já fecham.
Na montra de uma delas vejo um anúncio em russo ou o que o valha: É uma agência de jornais.
Na loja a seguir, diz-se que se vende azeite: Uma agência de Seguros
E a seguir, há publicidade ao Baile da Pinha numa loja de roupa.
2 alternativas: ou volto para o bar, ou corro para casa.
Como não tenho mais dinheiro no bolso, sou forçado a voltar para casa.
Mas não vou a correr pois pode ser que ainda me depare com mais fenómenos paranormais e venha a escrever um episódio para a milésima edição dos X-Files.
 
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,2:39 da tarde
Do que vou realmente sentir saudades
 
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,10:40 da manhã
Compras
Ontem fui às compras.
O facto de não ser um desses meticulosos esquerdistas de vanguarda ou soviéticos, não me levanta qualquer problema moral em dizer que fui às compras e assumir o meu lado capitalista.
Numa tentativa clara de tentar despertar em mim esse enorme gigante adormecido do desporto, comprei dois pares de calças de fato de treino e uns ténis.
Ao chegar a casa, procedi à tradicional remoção das etiquetas, segundo manda o costume.
Foi aí que me deparei com a origem das peças que comprei:
As calças da Umbro, reconhecida marca inglesa que patrocionou durante anos a fio as principais equipas da Premier, Made in Malaysia.
As da Nike, Made in Vietnam.
E os ténis, que são uns vulgos ténis de andebol da Adidas, Made in China.
Depressão.
Até estou com medo de descobrir de onde virão os nossos novos ministros.
 
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terça-feira, março 08, 2005,12:23 da tarde
Recital de poesia
Como geralmente acontece antes de partir, lá faço eu mais um recital de poesia.
Desta vez será no BAr/Galeria Respublica em Santarém (na desconhecida Travessa da Lameira), dia 17 (5ª feira) pelas 22h, mais coisa menos coisa.
Claro que isto já é, por si só, um convite, mas há mais, espantem-se!
Num raro acto de democracia, abro aqui um espaço de discussão do programa...
Desde já agradeço que comentem.

Style - Charles Bukowsky
Claro está que haverá uma tradução deste poema de Bukowsky, a ser feita pelo Gonçalo que o irá recitar. Pois é. Esqueci-me de referir que o irei fazer juntamente com o Gonçalo, compatriota scalabitano e aluno ISPiano e da fatal psicologia.
A razão de Bukowsky para começar é mesmo pelo facto de ambos gostarmos consideravelmente dos beats. Só.

Long, too long America - Walt Whitman
Primeira dúvida.
Claro que sendo eu que vou recitar este, começam as dúvidas. Sendo um dado adquirido que as pessoas que ouvem poesia gostam de a conhecer pois sentem-se identificadas, esta talvez não seja a melhor escolha.
Duas alternativas:
Oh Captain, my Captain - já quase toda a gente viu o Clube dos Poetas Mortos, mas a sua tradução para português perde impacto. Oh capitão, meu capitão...
I sing myself and celebrate myself... - este também é bom. Dá para fazer um bom jogo sonoro e se calhar é mais característico ou representativo. Aliás, há mais probabilidades de as pessoas o conhecerem. POde ser que seja um daqueles poemas que já se ouviu, mas não se sabe de quem é.

A seguir introduzimos o Modernismo português

2 poemas de Sá-Carneiro
Em princípio serão os dois mais representativos: Fim e um outro que ainda terá que ser ddebatido e daí a emergência deste post.

Poema em Linha Recta - Álvaro de Campos ou Fernando Pessoa, como quiserem chamar.
Tem impacto sonoro e um conteúdo com que as pessoas facilmente se identificam.

Nova dúvida: Levantou-se a possibilidade de Mário Cesariny ou Almada. Seja como for, haverá a introdução de um terceiro elemento do Modernismo

A seguir contraponho o Modernismo a um movimento quase desconhecido que foi o dos War Poets.
Tears - Edward Thomas
Este é um dos meus poemas preferidos de sempre. Pode ser que as pessoas se sintam tocadas pela tristeza nele contida.

Intervalo
Depois de dois elementos que esperamos ser desconhecidos, como o do terceiro modernista e os war poets, intervalo. Como vamos ter bar aberto, temos que o fazer render.

Começamos a segunda parte com um salto de duas décadas para Sylvia Plath. Não sei qual será. Sugestões?

Voltamos a Portugal.
Toada de Portalegre - José Régio
Este é fácil, pois já o disse imensas vezes e tem impacto. É forte e arrebatador. Tem a vantagem de não ser tão conhecido como o Cântico Negro, que já está um pouco gasto. Resulta.

Mais dúvidas:
António Gedeão com o épico Luísa sobe a calçada (bem sei que não se chama assim, mas é de muito mais fácil identificação)
Voltar a "emigrar" - García Lorca
Há ainda um Alexandre O'Neill, que também costuma resultar graças aos jogos de palavras.

Se calhar até vão ser os três.

Uma última certeza:
Supermarket in America - Allen Ginsberg
Este também é um dos meus preferidos de sempre, mas quem o irá dizer será o Gonçalo.
Se começamos com um beat, acabamos com um beat de maneira a criar a ideia de círculo poético em redor do século XX
Sim, bem sei que o Whitman não foi do século XX, mas foi essencial. Uma referência.

Opiniões, desejam-se...
Obrigado
 
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,11:07 da manhã
Já me ia esquecendo...
Só ao colocar o post anterior é que me apercebei que já estava a flatar mim próprio no habiutual comentário do último livro lido.
Confesso que não tive coragem de avançar profundamente na leitura de Mazurca para dois mortos de Camilo José Cela. O João de Melo também o faz de maneira muito mais do meu agrado uns anos mais tarde. Fiquei desiludido pois depois (gostaram do jogo sonoro?) de A Colmeia que é um dos meus livros de referência de sempre, fiquei um bocado desiludido com este. Por isso, logo arranquei para Ghosts de Ibsen.
Bem sei que não se devia ler teatro pois o teatro foi feito para se ver e não sei o que mais. Mas isto deve-se única e exclusivamente ao facto de este isolacionismo scalabitano me obrigar a tal. Tenho saudades de ver bom teatro e tenho sobretudo saudades da vida lisboeta.
Mas enfim, Ghosts (que já vi traduzido para português como Espectros e Fantasmas) é absolutamente fantástico ou soberbo (segundo os adjectivos sempre invocados pelo mais famoso professor universitário deste país). Tem sensivelmente o mesmo nível de profundidade psicológica de A Casa de Bonecas (ou até mais). Muito bom. Para leitura de comboio chega mesmo a ser ideal.
Quanto à minha actual leitura, como já se conseguiram aperceber pelo post anterior é mesmo a compilação de crónicas do João Pereira Coutinho que tem um link lá em baixo, mas a crítica ainda terá que esperar um pouco. Só umas horas, suspeito...
 
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,10:46 da manhã
Desilusão...
Sonhei que estava a chover. Levantava-me, pegava no livro de crónicas do João Pereira Coutinho e ia preparar o meu Earl Grey matinal para a cozinha. Em seguida sentava-me e começava a lê-lo, absolutamente deliciado.
Acordei. Está um sol mais ou menos infernal para grande desgosto pessoal e de muitos agricultores. Preparo um Lapsang Souchong e ligo o computador, pondo o Ad-Aware a funcionar.
Na altura em que acabo de escrever este post, já vai em 28 erros críticos.
Refugio-me no JPC...
 
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segunda-feira, março 07, 2005,3:07 da tarde
De novo a política
Pois é.
Por mais jornadas que o Benfica se vá conseguindo manter no topo da primeira liga ou até mesmo se houvesse óscares todas as semanas, a política portuguesa consegue superar qualquer reality show (sim, incluído o novo big brother social alemão).
Depois de Freitas do Amaral ter-se feito pagar do artigo na Visão ( o senhor não cobra nada mal. Se eu soubesse, também aqui tinha um post a favor da maioria de Sócrates e talvez me fosse atribuída uma qualquer secretaria de estado. Não sou particularmente exigente ), volta ao centro da polémica ao ter o seu retrato a viajar do Caldas para o Rato.
A minha natural desconfiança na ineficácia dos Correios nacionais leva-me a propor uma procissão medieval em que se cantassem alguns Dies Irae pelo caminho enquanto houvesse chibatadas e gritos de sofrimento e de júbilo.
Só esperemos que daqui a uns meses a procissão não se volte a repetir e que o retrato seja devolvido ao Largo do Caldas.
 
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domingo, março 06, 2005,12:46 da tarde
Ida ao cinema
No espaço de 14 horas, fui duas vezes ao cinema, a fim de tentar colmatar esta minha falta de cultura cinematográfica e pôr-me a corrente do que se premiou.
O primeiro filme que fui ver, foi o Relatório Kinsey. Bom. Muito bom. Não sei como foi o papel do Morgan Freeman, mas o Liam Neeson merecia o óscar. Belo papel. O filme está muito bom e é um dauqeles filmes que consegue mudar a nossa perspectiva do mundo. Não tenho medo em confessar que quando saí do Residence, foi um choque estranho. A minha realidade está diferente, ou a minha percepção da realidade está diferente.
Mas enfim, não me vou alongar mais sobre este filme. Vão ver.
O outro, e seguinod a lógica de não ir ver o filme premiado, fui ver o Aviador do Scorcese.
Percebe-se porque não ganhou. O senhor anda a abusar.
Grande desilusão. O que vale é que à saída sempre há um magnífico pita shoarma que nos faz esquecer estes momentos menos felizes.
Não sei ainda quantos pitas shoarmas serão necessários para conseguir esquecer o anúncio dos nossos próximos ministros...
 
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sexta-feira, março 04, 2005,10:21 da manhã
Aqui está
Para todos os que gostam de literatura factual e que me acusam de ser demasiadamente autobiográfico nos meus posts, e que tentam a todo o custo descobrir alter egos por tudo o que é lugar, aqui vai:

Acordo
Oiço a minha mãe na cozinha.
Volto a adormecer
Tenho um sonho parvo com um exame que nunca irei fazer
Volto a acordar
Procuro o telemóvel no chão para ver as horas
9h03
Fico na ronha
Levanto-me
Ponho o segundo cd do Jesus Christ na aparelhagem de modo a enfurecer os meus vizinhos
Tomo banho
Saio do banho
Visto-me
Preparo o meu pequeno almoço preferido: pão de centeio com queijo da serra e paio do lombo. Para beber, Earl Grey da Twinnings com um bocado de leite, à maneira inglesa.
Começo aler Mazuca para dois mortos do Cela, uma vez que acabei o Vonnegut ontem à noite.
Ligo o computador.
Ponho o ad-aware a funcionar
Abro a página do blogger que está aqui do lado esquerdo nos favoritos
Escrevo este post
 
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quinta-feira, março 03, 2005,7:31 da tarde
Finalmente a citação do Rui Ramos
Pois é. Isto já andava prometido há uns tempos. Havia mesmo quem já não acreditasse que fosse possível eu vir a lembrar-me de a pôr, mas fi-lo, ou melhor, vou fazê-lo no espaço que se segue.
Bom proveito

Mário Soares tinha sido o chefe de um partido que se dizia socialista, mas que se aliou à «reacção» durante o PREC de 1974-75; o primeiro ministro que introduziu o CDS no poder em 1978; o político que, perante a avançada da «reacção» em 1980, retirou o seu apoio ao candidato presidencial que a podia parar. (...) Em 1990, Soares anunciou solenemente ser «republicano, laico e socialista»

Conclusões?
 
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,2:22 da tarde
Jesus Christ Superstar
Não resisto a pôr um post perante a MINHA IMENSA ALEGRIA depois de ter conseguido arranjar a banda sonora da minha rock opera favorita, que como já puderam reparar pelo título do post, é a obra prima do Lloyd Webber: Jesus Christ Superstar.
Nem imaginam como estou feliz por reouvir um dos filmes que mais marcou a minha educação cristã.
 
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quarta-feira, março 02, 2005,8:37 da tarde
Virgens procuram-se...
... para satisfazerem grupo de homens bomba iraquianos.
Se estás interessada, liga já para o XXXXXXXXXXXXXX e marca o teu lugar no céu.
 
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,7:17 da tarde
Já me ia esquecendo...
Isto de ler grandes livros dá para isto.
Acabo de os ler e vejo-me perante esse enorme dilema de qual é que será o senhor que se segue.
Depois de indagar por entre o quarto e o escritório a fim de satisfazer esse meu problema, acabei por me decidir pelo Barba Azul do Kurt Vonnegut, numa edição da Difusão Cultural.
A edição é má, como compete à maior parte dos beats publicados em português. Suspeito mesmo de um acordo consensual entre todas as editoras portuguesas para conferir um cariz ainda mais rebelde à obra destes autores "polémicos".
Resolvi pôr polémico entre aspas pois não me agrada particularmente defini-los assim, mas enfim... de momento não me lembro de nada melhor. E também não me quero lembrar.
Bem, o texto autobiográfico de um pintor em fim de vida é beat. Típico. Não me irei pronunciar com adjectivos elogiosos pois não me consigo afastar o suficiente para o fazer, graças à minha adoração deste movimento literário americano.
A jeito de despedida, digo apenas que me sabe a pouco depois do Rui Ramos, que ainda irei citar neste blog num qualquer post mais à frente.
 
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terça-feira, março 01, 2005,5:39 da tarde
Mudança dos tempos
Lembro-me de quando era cachopo e regressava a casa no final de uma interminável tarde de futebol num desses longos domingos adolescentes, havia sempre dois carros parados junto de um descampado. Junto deles, havia um grupo de uns quinze jovens que ali passavam as tardes a fumar ganzas e a ouvir música. Com eles, andava sempre um cão que era alvo das brincadeiras deles.
Ouviam Joy Division e Iggy Pop, discutiam filmes como o Trainspotting (se bem que ele só tenha sido realizado em 96, já existia o livro, de Irvine Welsh) e pensavam em como irião mudar o mundo.
O Cavaco e a Thatcher governavam, Portugal estava a começar a viver as primeiras euforias da aventura europeia. O mundo estava a mudar.
Hoje, passada mais de uma década, passei pelo mesmo descampado e lá estavam outros dois carros com um grupo de 5 jovens dos seus trintas, com um cão que pululava alegremente enquanto eles iam fumando ganzas.
O cão significava que a Joana continua no mesmo grupo. Só ela tinha cão.
O Zé, nunca tinha fumado e resolveu entrar na universidade para proseeguir estudos aos 26 anos de idade, o Tó, depois de 3 overdoses, resolveu começar a trabalhar numa loja de ferragens e até já ouvi dizer que pensa em casar.
Houve uns que enveredaram pela via mais pesada e hoje já ninguém sabe deles.
O Artes matou-se no mês passado. Esquizofrenia, segundo consta. Talvez a culpa seja da sociedade, pelo menos foi o que disse a mãe.
Os outros lá continuam, a fumar ganzas junto aos carros, a falar sobre o futuro e a recordar Joy Division e Iggy Pop.
Como deve ser duro ver o nosso tempo a passar...
 
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