Venho por este meio pedir perdão aos leitores deste blog pela minha não-participação (ainda por cima prometida). Peço perdão ajoelhado em cima de pedrinhas daquelas que aleijam a sério, aquelas que não são pedras grandes mas também não são areia, e que soltam um pó branco. Será calcário? A desculpa que tenho a dar para justificar a razão da própria desculpa é, no entanto, bem justificada: é que tenho andado cheio de coisas para fazer, completamente atolado em coisas para fazer, enterrado em coisas que têm obrigatoriamente de ser feitas. O meu futuro depende delas. Espero que me perdoem, especialmente tu, meu caro magnuspetrus, que tão encarecidamente me pediste que não deixasse morrer o blog, pedido a que acedi, mais que não fosse, porque fui eu que o criei (para ti, também é verdade).
Depois deste mea culpa com contornos flagelantes, refaço a minha promessa de dar vida ao blog enquanto não chegar o nosso animador de serviço (o termo "animador" é aqui utilizado com referência aos animadores da mega fm, que são tão geniais e claros como o bom magnuspetrus; e também com referência ao Batatinha, o palhaço). Fui mauzinho dentro dos parêntesis, eu sei, mas não me tenho sentido simpático ultimamente. Aliás, não sou uma pessoa simpática. Para mais, o magnuspetrus é parvo e desertou para Espanha, logo, não posso ser simpático quando me refiro ou endereço a ele.
Retiro-me com a intenção de regressar mas apenas, claro, se me apetecer. E não me tem apetecido, essa é a mais profunda verdade. E, de facto, não tenho que me justificar. Aliás, nem deveria ter pedido perdão. Se calhar vou apagar o primeiro parágrafo. Ou deixo assim. Reparem, leitores imensos, tanto em número como em género (pois são todos ou imensamente homens ou imensamente mulheres ou imensamente gays ou imensamente qualquer coisa. O que interessa é viver com intensidade e até SER com intensidade), talvez o melhor seja parar por aqui porque, de facto, a qualidade da escrita já não é muita por defeito e, ainda por cima, está a degenerar cada vez mais - a cada letra o sinto. Tal como sinto vontade de apagar tudo o que escrevi até aqui. Mas não o farei. Sei, no entanto, que estas palavras finais nunca serão lidas, o que, de certa forma, me alivia e acalma, visto a qualidade estar de facto a decrescer a níveis nunca antes vistos.