«Cada ratinha tem o seu mistério e desvendar uma não quer dizer que percebemos o mistério total», Puchkine, Diário Secreto
segunda-feira, fevereiro 27, 2006,7:26 da tarde
Cd da semana

A fim de desiludir todos os leitores deste blog, resolvi não colocar qualquer cd dos Queen e optar por um dos grupos mais regulares da actualidade, que aqui venho criticar.

Embora confesse que eles têm vindo a evoluir, confesso que a maturidade se começa a revelar imensamente semelhante aos escoceses FF, ao ponto de a certa altura não saber bem o que estava a ouvir (claro está que isto é dito em sentido figurado).

Para quem goste de Franz Ferdinand, é um álbum que se ouve.

Para mim, é apenas mais um...



 
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domingo, fevereiro 26, 2006,6:50 da tarde
Acontece no futebol da Europa

O acontecimento não preciso de o relatar, pois será narrado até à exaustão por todos os meios de comunicação, mas levanto apenas uma questão:
Quando será que Portugal fingirá ser europeu e isto acontecer por cá?
De certa maneira confesso que sinto um certo receio pela resposta. Para o bem ou para o mal, sinto apenas um certo receio.
 
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sábado, fevereiro 25, 2006,2:30 da tarde
Queen
Tinha que ser.
Sempre que me dirigia a uma qualquer discoteca, sempre parava defronte da secção dedicada aos Queen, com a falsa esperança de que os preços dos seus cds já tivesse finalmente descido ao valor de um cd com mais de vinte anos.
Mas isso não aconteceu. E comecei a fazer contas e decidi-me.
Acabei há pouco tempo de sacar a sua discografia completa que agora me alegra nesta chuvosa tarde de sábado por terras ribatexanas.
A todos os leitores, aqui fica o meu bem-haja repleto de música...
 
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,12:09 da manhã
Carnival
Depois dos graves problemas psicadélicos gerados pelas minhas colegas de inglês, lá se realizou o Carnaval. Muita cachopada, muito barulho e um método mordazmente eficaz:
Tendo levado um daqueles esqueletos didáticos para a sala, não ousei em sussurrar aos mais atrevidotes que cedo ficariam igual a ele.
Mas tudo isto sempre foi dito com uma profunda devoção psico-pedagógica a fim de formar jovens conscientes do futuro.
 
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quinta-feira, fevereiro 23, 2006,10:54 da manhã
A ler e. e. cummings
Como não posso estar a ler no típico suporte de papel no local de trabalho, faço-o digitalmente.
Lado positivo: é de longe muito mais fácil pôr o que quer que seja aqui no blog pois é só fazer copy/paste.
(because i love you) last night
clothed in sealace
appeared to me
your mind drifting
with chuckling rubbish
of pearl weed coral and stones;
lifted,
and (before my
eyes sinking) inward,
fled;
softly your face smile breasts gargled
by death:drowned only
again carefully through deepness to rise
these your wrists
thighs feet handspoising
to again utterly disappear;
rushing gently swiftly creeping
through my dreams last
night, all of your
body with its spirit floated
(clothed only in
the tide's acute weaving murmur
 
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,9:50 da manhã
Livro da semana

Bem, continuo com o teatro.
Se gosto, como gosto de Beckett, parece fazer todo o sentido surgir Pinter.
Os seus diálogos curtos, geralmente criando situações de non-sense revelam clara influência do dramaturgo irlandês.
Agora segue-se a questão polémica de ter sido o vencedor do Nobel em 2005.
Confesso que o meu único receio é que tenha sido um Nobel político por causa das posições que tomou em relação à guerra no Iraque.
Se assim foi, lamento. Caso não tenha sido, foi mais um Nobel a ficar para a História que alguém eventualmente irá ler. Um dia...
 
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quarta-feira, fevereiro 22, 2006,10:52 da manhã
Nova elite
Desde há uns tempos que sinto emerger uma nova elite nos vários seios da nossa sociedade, minando-a por dentro, construindo uma cultura local fortíssima, baseada nos valores católicos.
Essa nova geração, já conseguiu ultrapassar os traumas de Abril e volta a assumir-se católica, contra o choque dos reaccionários revolucionários e cª.
Nesse seguimento, e a convite do meu grande amigo Rui Fernandes, irei participar num recital onde irá estar isto que se segue:

Because I do not hope to know again
The infirm glory of the positive hour
Because I do not think
Because I know I shall not know
The one veritable transitory power
Because I cannot drink
There, where trees flower, and springs flow, for there is nothing again

ou T. S. Eliot, se preferirem.
 
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,9:38 da manhã
SLB
Euforia, euforia.
O golo do Luisão foi histórico.
Num golpe de cabeça fez esquecer a profunda crise que o clube atravessa a nível desportivo (das outras já não se pode falar) e ajudou um pouco mais Sócrates a ser esquecido pelos portugueses que eufóricos, nada querem saber da política. Mas só desde que o Benfica vá ganhando aos grandes europeus...
 
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,9:36 da manhã
Apelativo
Aqui deixo uma das palavras que não quer dizer nada, mas que é sempre bom ouvir: apelativo.
 
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terça-feira, fevereiro 21, 2006,11:47 da manhã
Finalmente o meu dizer sobre o 24h
Ok.
Que a invasão ou assalto ou o que quiserem chamar ao jornal possa constituir um escândalo, aceita-se.
Mas só se aceita parcialmente. Se a PJ desconfiar da minha casa, ela está aberta. E se quiserem ajudar-me a montar um hoppen de 2,37 m, seriam benvindos. Talvez ainda lhes pagasse uma bejeca. Uma abadia até, se quiserem.
Mas o que me choca realmente é a defesa por parte dos colegas de profissão de outros jornais que daí surgiu.
Não aceito.
Se passam o tempo inteiro a criticá-los e que há falta de qualidade e que este jornalismo sensacionalista e que não sei o que mais. Pois agora defendem-nos.
Há alguma coisa que não me soa bem.
Já agora, e via da Voz do Deserto, soube que tinham sido queimadas 10 igrejas evangélicas no Alabama ou raio que o parta.
Já agora, que tal queimar-se a Mesquita em Lisboa e o Santuário de Fátima por pura solidariedade?
 
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,8:49 da manhã
Empatia
Continua-me a irritar solenemente o facto de a minha escrita se atrofiar por ocmpleto quando tenho que escrever algo de importante.
As palavras parecem não surgir e o futebol acaba mesmo por não se desenrolar com fluidez.
Vamos lá ver como se safa o SLB hoje à noite.
 
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,8:47 da manhã
Mais um para o tal jornal local

“Toda a arte é absolutamente inútil”

Assim acaba o prefácio de um dos livros mais polémicos de sempre. Em O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde conseguiu-se definitivamente demarcar dos estigmas vitorianos a que se tinha proposto desde o início da sua carreira, sobretudo a nível da concepção teatral.

Partindo da criação de um quadro perfeito, a imortalidade é conferida a Dorian Gray, que não hesita em esconder o quadro no sótão. À medida que o tempo vai passando, a imagem do quadro vai envelhecendo, sendo que a imagem física de Dorian Gray se vai mantendo.

A gestão da sua imortalidade vai-se dividindo pelos diversos ramos do prazer humano sem qualquer tipo de pudor, criando uma personalidade monstruosa que facilmente choca os nossos valores quotidianos.

Mas a grande questão que se levanta é se não gostaríamos todos de nos deixarmos levar pela sedução das grandes sensações humanas, gozando-as pela eternidade? Será que as censuramos apenas porque não as conseguimos atingir?

Essa mesma foi a questão que levou o livro a ser censurado por diversas vezes em vários países.

O jogo sedução/repulsa para com a personagem principal é capaz de gerar discussões apaixonantes entre quem já o leu e até mesmo inúmeras questões interiores. Neste momento em que estou sentado à frente do computador a pensar num livro sobre o qual hei-de escrever, estou a ter uma comigo mesmo e não sei até onde poderá ir. Deixo, contudo, uma última questão para reflexão geral:

Quantos de nós não teremos um quadro escondido no sótão?

 
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segunda-feira, fevereiro 20, 2006,12:12 da tarde
Heteronímia ou a questão moral do quotidiano laboral
Há coisas que não percebo.
Pior do que isso. Há coisas que me recuso a perceber.
A primeira é o tratar coisas banais como se fossem presidentes da república.
"Este livro carece de um tratamento especial"
Carece? Pobre livro de terceiro mundo que efectivamente carce de um porradão de coisas, entre as quais a mais básica de todas: leitura.
A outra, e só mais uma a fim de evitar tornar-me maçador, nunca percebi porque se fala no plural quando se refere a si mesmo.
Ex: "Vamos lá então", sendo que só a minha colega se vai embora.
É, portanto, um grave problema de heteronímia, qual Pessoa incógnito no Alentejo.
 
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,11:43 da manhã
Andamos todos enganados
Embora este seja um tema recorrente, recordo que 25% dos visitantes deste blog vêm prematuramente enganados pois procuram pornografia. Claro está que este constatar tem mais piada quando o servidor pelo qual acedem é: iprism.oc.edu (Oklahoma Christian University Of Science And Arts).
Claro está que não consigo evitar o meu sorriso maroto.
Futebol à parte, já quase não me lembro de ver o glorioso a ganhar e já ando a ler o mesmo livro há coisa de três semanas.
Só falta chover e termos um governo socialista a governar mais à direita do que os sociais-democratas para andarmos mesmo todos enganados.
 
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,9:36 da manhã
Cd da semana

Ok. Há limites para tudo.
Se bem que todas as semanas me tenha vindo a apetrechar denovos cds, novas correntes e sei lá que mais,volto sempre aos clássicos.
Mas desta vez não é mais um clássico, é o clássico.
Indescritível, genial.
Consigo, sem qualquer tipo de hesitação, tauterear qualquer um dos instrumentos em qualquer uma das músicas.
Sou fã.
O melhor dos melhores.
Só podia ser ele.
 
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sábado, fevereiro 18, 2006,7:23 da tarde
Porque não se deve gostar de chineses
Seguindo a lógica que iniciei no verão, aqui se segue mais um episódio onde exporei, de forma clara e incisiva a razão pela qual não se deve gostar de chineses...
Ao prosseguir o rumo natural da vida, tal como ela foi estipulada pela cultura ocidental (ofenda isso que quiser ficar ofendido), resolvi alugar uma casa.
Claro está (e aqui surge a fantástica perspicácia de todos os que ainda se acham capazes de ler este blog) que os seus anteriores habitantes tinham sido chineses ou chinos (em espanhol, o que sempre dá para fazer um trocadilho com cochinos).
Pois nesse seguimento informo de maneira fria e informal que a casa estava digna de uns cochinos ( vulgos porcalhões). Desde estalactites de gordura na cozinha a um penso higiénico usado, largado ao abandono por trás de uma porta, um pouco de tudo havia.
E agora, num perfeito gesto europeu, afirmo perentoriamente que os compreendo, pois nasceram numa cultura diferente da nossa e que se assim não agisse, seria certamente racista e xenófobo e raio que os parta.
Mas não sou.
 
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sexta-feira, fevereiro 17, 2006,3:06 da tarde
Isto é demais!
Venho por este nobre meio desancar a M ou Marta ou ruivinha ou raio que a parta pelo singelo facto de que tomou a liberdade de pôr um comentário que nada tinha a ver com o post.
Mas, cheio do bom espírito de quem irá viver a apenas 20 metros ou isso da Igreja Matriz, lá fui ver o tal desafio.
Fui e não gostei.
Seja como for, parabéns! A idiotice dos fwds já chegou às lides bloguísticas e a M fez questão de ma demonstrar.
Não aceito, claro está, o tal desafio.
 
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quinta-feira, fevereiro 16, 2006,5:59 da tarde
Quotidiano do Alentejo Litoral
 
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,12:04 da tarde
Assim comá sim
Resolvi defuntar o meu paralelo.
 
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,11:50 da manhã
Livro da semana


Por muito que custe aos mais cépticos, e acreditem que eu serei um deles, hoje quase que me ia esquecendo que era dia de livro da semana.
Acontece aos melhores. Ou seja, aconteceu-me a mim.
Mas a fim de me redimir, aqui fica a minha proposta, que espero vir a figurar no tal jornal onde figurará a Ei-la anterior.
Embora o original tenha sido escrito em francês, não fui nessa e li-o violentamente em inglês, sem qualquer tipo de pudor.
Mas que dizer do livro: Genial, absolutamente genial.
A sua adaptação por parte da minha pessoa para um plano exequível a médio-curto prazo já foi feita mentalmente.
Que se cuidem os bancos debaixo de árvores que há por aí espalhados na vila alentejana onde habito.
 
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,9:42 da manhã
Ei-la
Fala-se sobre futebol.
Entro no café e fala-se sobre futebol.
-É o glorioso, pá… Sempre ganhámos este sábado. Lá teve que ser…
Enquanto bebo o café que me introduz ao dia que começa, lembro-me dos esforços inglórios do meu pai que sempre me tentou introduzir ao conceito-paixão de ser da Briosa em detrimento de popularismo do Benfica. Seguindo o conceito bíblico do bom filho rebelde, não hesitei em escolher o Benfica para clube do meu coração. Hoje em dia talvez até já simpatize com a Académica.
Enfim, saio para a rua e sinto finalmente o ar frio desta manhã de Fevereiro, apenas entrecortado pelo expresso sentimento de alguém que insiste em partilhar para com todos os transeuntes os seus pensamentos.
- Quatro ameixas! Eh, eh… À campeões!!
“Obrigado”, penso, enquanto fujo em direcção ao jardim. As bolas da petanca que aquecem muitos corações reflectem os golos do fim-de-semana, segundo pude constatar pela animada conversa matinal.
Escolho ruas vazias para finalmente poder ouvir em paz os meus pensamentos.
Futebol, futebol...
Fala-se sobre futebol.
Entro na escola e fala-se sobre futebol.
As professoras que de café tomado descontraem da agitação laboral, discutem o jogo do fim-de-semana entre risadinhas nervosas e um furtivo jornal desportivo.
Biblioteca.
Há um silêncio quase absoluto, não fosse o gás dos aquecimentos.
Sento-me em frente do computador e início mais um dia.
- Professor, vai jogar bola, não?
Pergunta-me um dos meus alunos com o seu característico sotaque brasileiro.
-Só um minuto Kei. Só acabar de escrever isto.
 
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quarta-feira, fevereiro 15, 2006,8:36 da tarde
Questão
Como se escreve uma crónica?
Fui procura naqueles livros escolares em que ensinam esse tipo de coisa, uma vez que na faculdade já não é suposto ensinarem-nos esse tipo de coisas e o que encontrei é um pouco diferente do que se faz hoje em dia.
Leio Pulido Valente e o MEC e a Carla Quevedo.
O Ricardo Araújo Pereira só vem desestabilizar, mas mantém o padrão.
Tenho que escrever uma crónica, ou pior, já escrevi uma.
Tenebroso.
Assustador.
Se calhar até a ponho aqui.
Mas só quando descobrir se ela o é realmente.
 
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,2:46 da tarde
Crónica
Embora o título do post desperte as recordações mais tórridas dos tempos de estudo, limito-me a anunciar que me foi pedido para escrever crónicas para um jornal local.
Nem sei como fazer. Tenho medo.
Mas o tema, esse, já está escolhido:
Futebol
 
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,9:38 da manhã
Na falta de melhor
tenho mesmo que me contentar com um Tetley pela manhã ou os pés frios.
 
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terça-feira, fevereiro 14, 2006,8:02 da tarde
Génio
imagem retirada da publicidade da Apple
 
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,9:26 da manhã
Dorian Gray
Estou a breves momentos de me aventurar na feitura de uma máscara da minha pessoa.
Neste momento já todos os astutos leitores se aperceberam da dimensão do título.
Prometo apenas guardá-la num recanto escuro da minha futura casa e viver eternamente...
 
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segunda-feira, fevereiro 13, 2006,5:26 da tarde
Abençoada concorrência
Graças à entrada no mercado da nova cerveja da Super Bock, o preço da Bohemia da Sagres desceu cerca de 20 cêntimos por cada pack de 6, ou seja 0,3 por cada garrafa ou isso.
Abençoada concorrência que me embriaga impiedosamente!
 
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,11:40 da manhã
Como gosto
Estou a ouvir Paco de Lucia e chamam-me cigano.
Obrigado colega, também gosto do seu novo penteado.
 
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,9:55 da manhã
Cd da semana

Confesso.
Era um dos cds que mais esperava que saísse no ano de 2005.
Por motivos que só o emule conhece, só o saquei agora e desde esse momento glorioso que não o consigo deixar de ouvir.
Embora se tenham seguido outros, este tem sido o eleito. Confesso que ainda não ouvi mais nada. Nem Brian Eno, nem Sabina nem nada.
Beth Orton.
Só.
Bom como sempre... para ouvir e ouvir...
 
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domingo, fevereiro 12, 2006,9:52 da tarde
Fim de semana no IKEA
Numa altura em que a grande parte dos meus pensamentos se diricionam rumo à mudança de habitação, não deixa de ser impressionante a quantidade de crianças que se perdem dos pais ou pais que perdem crianças.
Ao final do primeiro par de horas já só estava fartinho de ouvir chamar por pais a quem crianças esperavam numa qualquer secção.
O melhor foi mesmo a oportunidade de poder provar algumas das iguarias suecas, que foram mais ou menos aproveitadas, dependendo do nível de cansaço.
 
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sexta-feira, fevereiro 10, 2006,12:12 da tarde
Miles Davis
Numa altura em que as portas de pandora (www.pandora.com) me foram abertas, descubro uma coisa que já sabia: porque é que 70% dos gajos de jazz que eu gosto tocaram com o meu preferido de sempre, o senhor do título?
 
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,12:03 da tarde
A nossa actualidade (independente)
Numa altura em que anda meio mundo preocupado em relação à situação vergonhosa que se vive internacionalmente e onde até concordo com a iniciativa do Zink, Jacobetty e Ramos de que no fundo todos nós somos dinamarqueses, ou gostávamos de ser.
Até porque se calhar se vivêssemos na Dinamarca não nos teríamos que preocupar com outras coisas, como a querela entre o Bairro da Iceda e do Zambujal que aparecem hoje no Independente. Numa altura em que estou decidido a mudar de casa, pergunto-me se os meus novos vizinhos se dão bem com os actuais.
Mas para mim nada melhor do que o que se vive no Pragal, onde a questão é mesmo a cor: ou se é do Pica-Pau Amarelo, ou do bairro Cor-de-Rosa.
A verdade é que vão todos parar ao Cor-de-Rosa Garcia da Horta que está para ali perdido.
 
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quinta-feira, fevereiro 09, 2006,10:49 da manhã
Livro da semana

Mais uma semana, mais um livro.
Desta feita é um de poesia. E ainda por cima em espanhol.
Mas, só para nós, aqui fica a confissão de que a poesia me soa sempre muito melhor em espanhol...
Do autor dos famosos Campos de Castela ou Castilla (para os mais puristas), há uma nostalgia dominante ao longo de todo o livro que se prolonga para o próprio leitor.
Uma boa referência, sobretudo quando se acompanha uma chuva fria de inverno do lado de dentro do vidro.
 
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quarta-feira, fevereiro 08, 2006,1:14 da tarde
Oh meu Deus
Bem, após muito reflectir, escrevi um post em Inglês.
Se bem que me possam acusar de imitar o seleccionador nacional, lá pus um post em inglês.
Não sei, dá um ar mais culto a este blog. As pessoas até podem pensar que eu sei o que escrevi.
Pois, há sempre a questão da concordância ideológica...
É que hoje de manhã acabei o pacote de Prince of Wales da Twinnings e até foi por isso que... aconteceu o que aconteceu.
Não sei se consigo prometer que não voltará a acontecer, mas tentarei.
E mais digo que analisei a frase que nem um estruturalista e não encontrei nada de mal nela.
Até me soou bem, o que já é um indício poético.
Qualquer dia estou a escrever poesia e até mesmo a recitá-la nos variados sítios públicos desta vila alentejana.
Até, se calhar, mas só mesmo se calhar, poderei vir a ser preso.
Ou isso.
 
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,8:59 da manhã
Chaos
I'm running out of tea!
 
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terça-feira, fevereiro 07, 2006,8:50 da manhã
Coisas da TV

Disseram ontem que este foi o maior pintor holandês de sempre.
Pois eu cá acho que foi mesmo este. Permitam-me, pois discordar
 
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segunda-feira, fevereiro 06, 2006,9:49 da manhã
Cd da semana


Com imagens cada vez mais diminutas, apresento o cd da semana, que volta a ser mais um clássico.

Por mais que me esforce para descobrir novos cds e que até os tenho descoberto, chego à segunda-feira e fico melancolicamente saudosista.

Por isso o cd da semana não pode ser nada mais nada menos do que o que estou a ouvir agora, em pleno horário laboral: o concerto dos Madredeus em 91 no Coliseu.

Nada melhor para começar a semana, que mais uma vez se espera vir a ser apenas uma boa semana...

 
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domingo, fevereiro 05, 2006,12:42 da tarde
Liberdade religiosa
Embora seja um típico católico conservador, inserido na nova elite que surgiu como reacção aos devaneios tecnológico-depressivos de quem cresceu nos anos 80, sou bastante aberto religiosamente.
Facilmente tolero as outras expressões, desde que elas não me chateiem, da mesma maneira que eu não os chateio a eles. Ou parafraseando Melville: "I have no objection to any person's religion, be it what it may, so long as that person does not kill or insult any other person"
Pois bem:
Depois de ter morado numa casa onde acordava aos domingos de manhã com os parolos da Igreja Universal a berrarem, acordo agora com os da Evangélica Baptista a latirem. Não dá!
Eu, que julgava terem sido ou serem os Baptistas os promotores do Gospel na Tugolândia, estou a começar a passar-me. Estou.
Recordo, uma vez mais com carinho, quando atirei uma bombinha de mau cheiro para dentro da garagem que servia de guarida aos Universais e penso no presente.
 
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sexta-feira, fevereiro 03, 2006,9:43 da manhã
Pela manhã...
Depois de um longo sono restaurador e que bem se poderia ter prolongado por muitas mais horas, faço-me acompanhar por mais um dos clássicos da Pinguim, donde tirei a seguinte citação que me continua a acompanhar, mesmo em pleno local de labuta:
"...such as man gives himself out for a philosopher, I conclude that, like the dyspeptic old woman, he must have "broken his digester"."
A referência, Melville, Herman Melville.
O livro: Dick, Moby Dick.
 
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quinta-feira, fevereiro 02, 2006,8:44 da manhã
Livro da semana

Tendo como base o texto medieval do Horto do Esposo, Jorge de Sena constrói uma narrativa engraçada, mas através de uma escrita pesad, repleta de adjectivos já em desuso e muitos de influência brasileira e espanhola.
Males de se ter sido um emigrante.
No entanto, é uma boa companhia para uma fria tarde de inverno, enquanto se apanha o fantástico sol alentejano e se bebe um chá.
 
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quarta-feira, fevereiro 01, 2006,10:12 da tarde
Irritação
Há coisas que me irritam.
Irritam.
A Divina Comédia de Dante é teatro?
Os pais dos alunos também me irritam.
Os dos melhores alunos preocupam-se excessivamente sobre a educação, exigindo-me castigos de outros tempos, os dos piores protegem-nos abusivamente.
Nunga gostei de psico-pedagogias, mas ditas pela boca de uma mãe, ainda me fez gostar menos.
Irrita-me haver quem pense que o Abrunhosa escreve poemas.
Irrita-me haver quem goste de Pedro Abrunhosa.
Estou um pouco irritado.
 
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,8:37 da manhã
O pior pré-matinal de sempre

O meu corpo está a tremer, estou a sentir-me porco e o pior de sempre, estou com uma cara tenebrosa (ou ainda mais, se isso for possível), e não tenho coragem de ir enfrentar um dia laboral.
Estou, portanto, com uma monstruosa ressaca.
Como é bom saber que a vida laboral me trouxe um pouco mais de responsabilidade à minha vida...
 
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