«Cada ratinha tem o seu mistério e desvendar uma não quer dizer que percebemos o mistério total», Puchkine, Diário Secreto
quarta-feira, maio 31, 2006,10:20 da manhã
Lido
Li e até me pôs a pensar.
Se calhar faço o mesmo.
 
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,9:29 da manhã
Mais um dia enublado
Acordo e de novo o dia apresenta-se britanicamente enublado.
Quase sinto vontade de ouvir Oasis.
Pelo sim, pelo não, trouxe-o debaixo do braço.
 
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terça-feira, maio 30, 2006,10:38 da manhã
Obrigado governo pela bela reforma que nos ofereces
Estas coisas preocupam-me...
Ah pois preocupam.
 
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,9:25 da manhã
Questão de uma manhã enublada
Às vezes sinto que sou de uma malvadez sem limites, como facilmente se pode comprovar por aqui.
Toda a gente sabe que o estruturalismo se liga ideologicamente à esquerda e que teve um período mais ou menos demarcado na história do pensamento ocidental. Isto devia ser um dado adquirido. Acho eu. Até o Lodge o diz. E eu acredito nele. Pelo menos até agora nunca me mentiu e como já esteve em Portugal, parece-me ser uma pessoa digna de confiança.
Enfim...
Por aqui, por estas terras onde me encontro em plena labuta, o estruturalismo continua a ser uma coisa tendencialmente de esquerda e actual. O actual é o problema, ou pelo menos para mim. É que tenho esta limitação, sou assim.
Mas isto choca-me. E muito.
Por isso mandei aquela piada naquele link que aparece ali em cima.
Costuma-se dizer que para bom entendedor...
 
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segunda-feira, maio 29, 2006,11:19 da manhã
Alterações
Como os mais observadores dos observadores já devem ter reparado, têm-se verificado alterações na coluna aí do lado.
Por um lado há mais um blog onde estou e só a causa dos recitais e de um projecto que poderá ou não surgir. Talvez haja a promessa de lá pôr um poema por dia, só para manter a insanidade um pouco mais longe do que é normal.
Por outro lado, tenho que saudar vivamente o aparecimento do João Pedro Serrano por estas lides numa altura em que há muito não sabia dele.
Um abraço grande para ti.
 
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,9:28 da manhã
Lógica
A religião é como as touradas.
Quanto mais me dizem que é mau, mais eu gosto delas.
 
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,9:23 da manhã
Cd da semana

Pois aqui fica mais um cd da semana, desta vez dedicado ao grande senhor dos blues europeu, que para mim já superou muitos dos americanos graças à sua infinita capacidade melódica.
Gosto do rapaz, o que é que querem que faça?
Muito bom, sempre a ressurgir do meio da parafernália musical do quarto de arrumos.
 
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domingo, maio 28, 2006,9:48 da tarde
Kaput!
Já que o último jogo foi com a Alemanha,Kaput é a única palavra que me lembro para descrever os meus sentimentos em relação aos nossos apregoados galáticos para o Euro2006.
Inauguro novo processo de luto...
 
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sábado, maio 27, 2006,11:52 da manhã
Mais um fim de semana
Em que deixarei o meu corpo flutuar livremente pelo inegável prazer do ócio.
Atitude pouco cristã, mas digna do meu ser.
Bom fim de semana
 
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sexta-feira, maio 26, 2006,9:45 da manhã
O que eu daria...

para estar aqui, agora
 
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,9:22 da manhã
Sexta feira
As sextas são assim...
Quase tão pavorosas como as segundas, mas piores pois o tempo parece ainda mais torpo em passar. Nunca mais é amanhã ou nunca mais é o fim de hoje, laboralmente falando.
Por quanto tempo mais se prolongará este meu bom humor matinal?
 
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quinta-feira, maio 25, 2006,8:24 da tarde
Livro da semana

Bem sei que o livro desta semana irá constituir um verdadeiro escândalo para muitos dos humildes leitores deste blog que se encontra livre de qualquer tipo de pressão política ou outra.
Sim, o livro da semana é mesmo este.
Isto porque tenciono ir ver o filme neste fim de semana que se aproxima a uma velocidade estonteante.
Sobre o livro...
É Dan Brown.
Através de uma escrita simples e capítulos curtos, manipula algumas das menos conhecidas verdades da igreja para manipular o leitor a tomar atitudes e a não largar o livro em espera de alguma coisa que teimosamente não surge.
Enfim, apesar de ser uma boa leitura para fim de dia de trabalho cansativo, desintegra-me a manipulação histórica. Mas isso talvez seja consequência directa da minha formação.
Ao contrário do que se diz, a formação é muito, muito importante...
 
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,12:58 da tarde
Preocupação
Ontem a minha namorada disse que eu era uma comédia romântica.
Não me preocupa o facto de ela o ter dito, mas sim o facto de muito possivelmente ter razão.
 
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quarta-feira, maio 24, 2006,1:39 da tarde
Pois foi

Ontem lá voltámos a perder com a França, mas não estou preocupado. Simplesmente porque não estou.
Há dias em que as coisas passam por nós e nós parecemos estar imunes ou apenas ausentes da realidade. Mais do que com a selecção, foi isso que aconteceu comigo.
 
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,11:41 da manhã
Isto há coisas
Da mesma maneira que Cristo foi tentado pelo diabo, também eu sou tentado diariamente e tento conter-me nas palavras ditas para não massacrar ninguém.
Hoje de manhã falou-se sobre injustiça no mundo e como isso "nos" fazia sentir mal e os pretinhos e não sei que mais.
Conti-me e só disse: "Hoje voltou a vir de carro para a escola?"
Isto, só por causa da questão do petróleo. Só.
 
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,11:36 da manhã
Tipos
Ao longo destes últimos meses tenho tentado ler da melhor maneira possível a estória do angolano Ondjaki Ynari de modo a que as criancinhas tenham terríveis pesadelos à noite.
E assim me apercebi das várias posturas docentes, que em seguida ouso classificar de forma imparcial e justa, como já vem sendo meu hábito:
1 - Não respinga
O professor não respinga é aquele que ouve um espirro de um miúdo prestes a morrer de pneumonia e lhe lança um olhar assassino, já se preparando para lhe fazer uma qualquer intimidação.
Este paradigma corresponde geralmente a professores em fim de carreira, que, graças à sua experiência, já não dão qualquer espaço a qualquer laivo imaginativo das crianças.
Costumam referir os tempos da outra senhora mais do que seria desejável.

Para continuarem a ler, mas só para quem quiser continuar a ler, pode fazê-lo ao carregar aqui
 
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terça-feira, maio 23, 2006,4:46 da tarde
Inveja
Para além do inerente pecado mortal que já cometi vezes sem fim, tenho perfeita consciência que invejo muitos dos posts que leio pela blogosfera fora. Mas isto de invejar um outro meu, dá-me que pensar.
Não que ele esteja particularmente brilhante ou bem escrito. Invejo-o assim. Na sua maneira de ser.
 
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,11:55 da manhã
Uma questão do Carrilho
Ontem à noite Carrilho voltou a invadir a televisão pública a fim de defender a sua tese cabalar. Foi a segunda vez nestes últimos tempos que o vi a fazer tal coisa, o que para mim já é significativo.
Para estar a aparecer na televisão com tamanha frequência só poderá mesmo ser um desgraçado e um excluído.
Situação do Carrilho
 
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,10:04 da manhã
Apresentação ou isso
Há coisas que não percebo. Provavelmente será fruto da tenra idade que tenho, mas lanço uma questão inocente: Porque é que um livro de cariz político tem uma sala cheia e um Zink 20 pessoas?
Uma questão de privilégio, diria.
 
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,9:59 da manhã
Rivalidade
Um lisboeta recusa-se a conduzir no Porto. Um portista recusa-se a conduzir em Lisboa.
Em comum têm o facto de ser irracionalmente iguais.
 
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segunda-feira, maio 22, 2006,10:00 da manhã
Cd da semana

Há dias em que acordo um pouco mais espiritual e então não resisto a um bom Gesualdo da Venosa a lembrar que a música também nos denuncia.
Como diria o ditado, diz-me o que ouves que eu dir-te -ei quem és.
Hoje não sei mesmo quem sou...
 
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,9:54 da manhã
Google

O google surpreende-me sempre através de atitudes esporádicas, capazes de encantar através da sua simplicidade. Pois depois do google à la Miró, não perca a versão Conan Doyle por altura do seu aniversário.
Muito bom.
Estas são as coisas que me deixam capaz de sorrir numa segunda feira de manhã.
 
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domingo, maio 21, 2006,7:08 da tarde
O regresso?
Passados 32 anos da revolução que supostamente devolveu a liberdade e discernimento aos portugueses, revela-se agora em manifestações como a da mais bela e maior bandeira do mundo.
Depois de as mães de Portugal terem angariado fundos para o Cristo-Rei, não perca a versão crise com a formação da bandeira nacional humana e feminina.
Depois da Carolina Michaelis Vasconcellos, as mulheres voltam a estar em grande. Ah pois voltam.
 
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,6:58 da tarde
Por falar em citações
Aqui vai mais uma, de um dos meus filmes de referência, que como tudo na vida, insere-se num momento específico: E executarei neles grandes vinganças, com furiosos castigos; e saberão que eu sou o Senhor, quando eu tiver exercido a minha vingança sobre eles.
Ezequiel 25, 17
 
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,6:54 da tarde
Mais uma citação
Isto é quase tão obm como beber litros de Srongbow:
"I'm catholic, so I don't believe in luck as much as I believe in punishment. We're good at believing in punishment; we're the best in the world."
pp.59 a referência já apareceu num outro post.
 
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sábado, maio 20, 2006,9:44 da tarde
A grande questão do futebol
Porque é que todos os jogadores argentinos que jogam à frente do meio-campo comparam inevitavelmente com Maradona?
Será que acabarão como ele?
 
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,10:38 da manhã
Julgamento
Ao longo da nossa vida vamos fazendo julgamentos sobre as pessoas que nos rodeiam a fim de podermos determinar qual o grau de proximidade que com ela estabelecemos.
No outro dia, numa daquelas frequentes (infelizmente) reuniões de grupo, depois de ter recusado um Lipton de caramelo (chá) devido ao facto de não ser um chá natural e sim alterado, foi-me recomendado o branco da respectiva marca.
Embuído da minha boa vontade cristã lá comprei uma caixinha e bebi.
Medíocre.
Assim se estabelecem os valores pelos quais se julgam as pessoas.
E como ainda é de manhã, vou tomar o meu fatal Earl Grey da Twinings para poder dizer Bom Dia à vida.
 
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sexta-feira, maio 19, 2006,1:11 da tarde
Liberdade
Gosto de Liberdade.
Gosto.
Sinto-me bem com ela e com as suas manifestações.
Ainda agora dei liberdade ao que estava a cozinhar e o resultado foi um resultado como qualquer outro.
Isto é liberdade.
 
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,9:21 da manhã
Evidentemente
Quando se está de ressaca e se bebe quase meia garrafa de Porto, fica-se ainda mais ressacado no dia seguinte - ouvi dizer.
Mas o grande problema surge apenas quando as pessoas à nossa volta, no café, na rua ou na escola parecem apenas estar piores do que eu.
Por isso digo: há dias em que gosto mais de camisas do que de pessoas.
 
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quinta-feira, maio 18, 2006,8:18 da tarde
Agora sim!

Agora sinto que já se fica com um pouco da ideia do que ali aconteceu. Eu estava a gostar e fomos apluadidos e quisemos mais.
Vamos lá ver.
Segue-se Garcia Lorca. Talvez um Garcia sem Lorca ou um Lorca sem Garcia.
 
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,2:02 da tarde
Lido
Isto talvez explique porque gosto tanto de Nick Hornby ou ele consiga ser o melhor reflexo de mim mesmo (ou assim queria eu).

"My own feeling about JJ, without knowing anything about him, was that he might have been a gay person, because he had long hair and spoke American. A lot of Americans are gay people, aren't they?"
pp.28-29 A Long Way Down Penguin 2006
 
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,1:17 da tarde
As fotos lá do recital
E os gloriosos cavaleirosa da madrugada...

 
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,10:42 da manhã
Manhã
Hoje é só uma manhã.
Nem boa, nem má nem nada pelo contrário.
Uma manhã, só.
 
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,10:09 da manhã
Livro da semana

Mais uma vez aqui estou a apresentar o livro da semana.
Desta feita debrucei-me com algum interesse e curiosidade típica de quem ainda é assim jovem como eu sobre Yvette Centeno.
Nunca tinha lido nada dela e tinha que ler.
Na biblioteca municipal tropecei numa pequena peça teatral, de seu nome As três cidras do amor e que é daquelas que se devora num almoço enquanto se come uma posta mirandesa.
Uma boa leitura a fazer-me lembrar o físico prodigioso do Jorge de Sena mas com um leve toque de ironia.
Uma boa leitura, mas não a melhor...
 
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quarta-feira, maio 17, 2006,9:56 da manhã
Mas enfim...
Houve coisas que ontem até correram bem.
A casa até que estava composta (cheiazinha, portanto) e o bacalhau com natas estava delicioso.
Mais que tudo, o melhor que aconteceu foi o prazer enorme de receber o meu melhor amigo nesta nova fase da m inha vida.
Que raio de blog ou blogue mais confessional, pensarão.
Mas que se lixe!! Há dias em que um gajo acorda sentimental.
 
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,9:54 da manhã
Na ressaca
Na ressaca de um recital que não correu nem bem nem mal, muito pelo contrário, descubro que comprei o pior mata-moscas de toda a história.
Se calhar não sou assim tão fã da loja dos chineses.
 
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terça-feira, maio 16, 2006,6:46 da tarde
Na net
O que se pode ler sobre este blog um pouco por toda a net é, no mínimo, fascinante.

Só para avisar

que podem encontrar um novo link na lista ali à direita.

o link em questão é para o tristes tópicos da Helena Botto, e está lá porque o blog é bastante interessante e também porque (e no fundo é essa a principal razão) tem um link directo para "Big Breasted Blonde Amateurs".

Ide ver (não apenas o link das louras mamalhudas e amadoras, mas também o da Helena


Isto foi retirado de aqui
 
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,10:09 da manhã
Na manhã do dia
Hoje é amanhã do dia.
Que dia? O dia, claro está.
Hoje à noite pelas 21h30 estarei presente num recital de poesia no Espaço Garrett aqui por Grândola. Pior do que só presente, estarei activamente presente.
Ainda não sei qual será o programa, mas isso não mem aflige.
Em sonhos revi todos os outros que já fiz e este é sem dúvida o que me encontro mais nervoso.
Meios pequenos, comunidades mais fechadas, é assim. Não houve faculdade de letras (2 vezes), Pio (um porradeirão delas), Respública, Igreja de S. Nicolau ou até mesmo o inicial no velhinho Liceu de Sá da Bandeira que me fizessem suar tanto.
Espero entrar no automático dentro de momentos e deixar os sentimentos de parte.
 
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segunda-feira, maio 15, 2006,3:16 da tarde
Cena do ódio
Os efeitos da cena do ódio nas pessoas continua a ser impressionante.
Quando pus o cd com a fantástica interpretação do já hoje referido Mário Viegas na biblioteca, várias foram as pessoas que me juraram um ódio eterno.
Obrigado Almada.
 
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,12:13 da tarde
Cuba
Há muita gente que quer ir a Cuba antes de Fidel morrer.
Porquê, pergunto eu. Será por temerem a entrada do capitalismo turístico na ilha?, ou pura curiosidade pelo 1 país, 2 sistemas com um clima agradável?
 
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,11:11 da manhã
Lista
Aqui está uma daquelas listas que eu odeio.
Aquelas que me fazem querer ler mais e sentir o pesado destino da impotência do tempo e sentir terrivelmente humano.
Seja como for, lá vou eu mais uma vez alimentar sonhos
 
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,10:24 da manhã
Avaliação
Vem-me vagamente à cabeça que o facto de ir fazer um recital me vai expor a uma avaliação externa por parte de toda uma determinada comunidade.
Mais que gostar, espero vir a gostar
 
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,9:37 da manhã
Cd da semana

Mas que raio?- perguntarão os mais ariscos.
Em homenagem à fantástica colecção do Público que tem saído em memória a este meu ilustre conterrâneo.
Bem, esta primeira frase saíu um pouco complicada, mas revela única e exclusivamente o possesso sentimento das segundas de manhã.
A reedição, com preço simpático de toda a sua discografia é, no mínimo, sedutora e um gajo até sente vontade de ler as longas e aborrecidas introduções do José Niza.
Conclusão: vale muito, muito a pena... se a alma não é pequena, como diria o poeta.
 
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domingo, maio 14, 2006,9:49 da manhã
Maldade matinal

Embora tenha acordado num daqueles idílicos cenários bucólicos, onde o sol enche a casa de luz e se ouvem os passarinhos a cantar, há uma forte parte de perversão inerente à minha condição humana de mero mortal.
Faltam imagens naquele cartaz. Aqueles não serão os exclusivos, os únicos. Haverá também este senhor aqui da esquerda.
Será que o devo colocar ao lado do Mário Cesariny?
Digam lá que eu não sou perverso...
 
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sábado, maio 13, 2006,8:18 da tarde
13 de Maio
Só duas rápidas notas como quem não quer a coisa:
- Para não variar, hoje houve todo um conjunto de facínoras de esquerda a rejubilar por causa do triste espectáculo matinal em Fátima. Aí, estou muito, mas mesmo muito de acordo com o Padre António Oliveira.
-Talvez fizesse bem aos facínoras lerem este ou um outro qualquer livro nem que seja, como era título do Independente, Um livro do Carrilho.

Confesso que é um belo trocadalho, perdão. Trocadilho.
 
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sexta-feira, maio 12, 2006,9:33 da manhã
Há coisas assim...
Há coisas que me irritam.
Uma delas são aquelas pessoas que quando chegam ao local de trabalho pela manhã, dizem que estão cansadas.
Há apenas duas razões pelas quais podem estar cansadas logo de manhã:
-Tiveram uma noite exaustiva de sexo que se prolongou madrugada dentro
- Estiveram a ver a repetição do 6-3 do Benfica de 94 pelo menos 6 vezes, o que já perfaz um total de nove horas

Quando suspeito que a razão do cansaço matinal não é nenhuma delas, pois não acredito em nada.
 
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quinta-feira, maio 11, 2006,11:50 da manhã
Livro da semana

Tal como já havia sido anunciado, o livro desta semana é o Kafka à Beira-mar do japonês Haruki Murakami. Se bem que o início me tenha entusiasmado de sobremaneira, muito graças ao fácil paralelismo que se desenvolve entre Kafka Tamura e Holden Caulfield do Cather in the Rye.
Mas o aspecto sobrenatural do final, que não é nem realismo mágico nem nada de palpável não me convenceu de sobremaneira.
Seja como for, uma agradável leitura.
Possivelmente para o verão.
 
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,10:22 da manhã
Mas isto tudo...
... para agradecer ao senhor António Mário Viegas por tudo o que ele fez em vida e que ainda hoje tanto me faz pensar.
Palavras não existem
fora da nossa voz as
palavras não assistem
palavras somos nós
Gastão Cruz
 
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,10:14 da manhã
500 ou mais
Na altura em que na minha mente já fervilhava um novo post de uma qualquer idiotice, abro o blogger e reparo que este é o post nº 501, o que quer dizer que o anterior foi o nº 500.
E toda esta robuscada lógica matinal deve-se ao facto de achar 500 um número bonito.
Que o é, é.
 
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quarta-feira, maio 10, 2006,10:46 da tarde
Passeio pedestre

Não deixo de ficar surpreendido com os arredores da Vila. Isto existe em pleno alentejo, aí a uns cinco minutos a pé.
 
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,10:05 da tarde
Espiritualidade

Numa altura em que procuro uma espiritualidade inconstante para responder aos meus anseios, esta imagem faz-me lembrar Taizé, ali como quem não quer a coisa, quando se desce a colina e se chega à estrada principal.
Não sei, parece-me.
 
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,9:53 da tarde
Preparação
Numa altura em que estou a começar a só pensar no recitla, agradeço ao meu conterrâneo Mário Viegas o facto de ter existido e ao Público por agora o ter republicado.
Obrigado.
 
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,10:28 da manhã
Também há esta possibilidade, claro está
 
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,9:08 da manhã
Cartaz do Recital
Só não percebo porque aparece tudo negro em baixo pois aí dever-se-ia ver a parte publicitária da coisa com data e afins...
 
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,8:46 da manhã
Recital
Está, pois, confirmado o recital para dia 16 de Maio no Espaço Garrett pelas 21h3o.
Isso quer dizer que dará tempo para uma gloriosa jantarada já acompanhada pelos espíritos de alguns dos senhores que já morreram parcialmente.
Curioso, será mesmo pensar que a maioria dos poetas que vamos recitar já morreram.
A parte positiva é que não nos poderão vir pedir explicações pela nossa má dicção e mau nome que a eles ficará associado.
 
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terça-feira, maio 09, 2006,9:24 da tarde
David Mourão-Ferreira
Numa consciente atitude de rebeldia face ao actual sistema educativo, propus de forma impositiva um conto de David Mourão-Ferreira contra as normais propostas do Eça e do Vergílio Ferreira.
Quando lhe perguntei se tinha gostado, respondeu-me inocentemente que sim, que era fofinho.
Um conto, fofinho?
Começo a dar alguma razão aos redutores programadores do ensino do português.
 
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,1:59 da tarde
DIferenças
Qual é a diferença essencial entre literatura urbana e a suburbana?
 
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,9:49 da manhã
Coral de Santo Domingos
A imobilidade é das coisas que mais me custa.
Pior que as pessoas não fazerem nada, é terem consciência disso.
Se bem que não esteja a falar de paralíticos como o foi o galego Ramón San Pedro, falo dos funcionários públicos.
Só espero pelo dia em que também eu seja afectado por essa neurose nacional.
 
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segunda-feira, maio 08, 2006,11:47 da tarde
Pânico
Acabei (finalmente) de ler o Kafka à beira-mar que me tem mantido ocupado durante as últimas 3 semanas (se bem que houve o interregno do Gabo). Enfim, embora esteja a guardar as minhas deliberações e conclusões para a próxima quinta, lanço uma ideia que com certeza me irá abalar.
Estar numa casa sozinho, numa existência pouco definida onde o tempo parece não passar e não haver um único livro.
Desespero.
Um livro. Qualquer coisa sob esse formato que pudesse ser lida.
Boa ideia, a cheirar ligeiramente a Kafka...
 
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,8:38 da tarde
Mais um para o tal jornal local

25 de Abril

Sento-me na biblioteca. O silêncio sepulcral que se faz sentir é apenas interrompido pelo virar das páginas de um jornal desportivo na mesa ao lado da minha.

Toca um telemóvel.

- ‘Tou? Sim, ‘tou na biblioteca, já aí vou ter. Dá-me só mais…

Há sempre um telemóvel que toca nestas alturas. Respiro fundo tentando procurar um pouco de paz de espírito. Vou tentar retomar a leitura, não. Vou sair. Já sei, vou só até ali… Se o jornal desportivo não estivesse ocupado quem o estaria a ler agora seria eu. É isso mesmo que eu quero. Ler. E até estou, se calhar e só se calhar no sítio certo.

Deixo o Borges em cima da mesa e parto à descoberta. Vejo as novidades e penso no mesmo Borges que em final de vida já nada conseguia ver e ditava os livros à fiel esposa.

No escaparate há um conjunto de livros onde os nomes de autores quase desconhecidos tentam em vão encontrar a existência de um registo no meu cérebro. Realmente nunca gostei de ler. Tirando um ou outro escritor nos quais incluo o inevitável Kafka, o mestre modernista Joyce, aqueles russos engraçados de fim de século XIX como o Dostoievsky, o Gogol, a prosa do Tchekov, o teatro do Tchekov, quer dizer, se gosto do teatro do Tchekov, também tenho que referir o Ibsen, o Beckett, o Bernardo Martinho (vulgo Santareno), o Antoine e o Brecht de quem também gosto da poesia. Mas poesia, poesia é coisa para outros nomes como o nosso Pessoa, Whitman, Cesariny, Mário de Andrade, Ramos Rosa, Eliot e até aqueles rapazinhos novos como o são o Pedro Mexia e o Gastão Cruz. Pensando bem, não há nada como um bom romance do João de Melo, do Lobo Antunes, do Philip Roth, de um qualquer Nobel, que pode ser o Saramago ou o García Márquez, o Hemingway, o Bukowsky que fala de Hemingway, de Jack Kerouac que bebeu do mesmo que Hemingway bebeu mas que não se suicidou.

Mas tirando estes e os respectivos amigos, até que nem gosto de ler. Por isso vim à…

- Tou? Já te disse que já vou! Tou só aqui a acabar…

A conversa alheia proferida num tom um pouco mais alto do que seria razoável corta-me por completo o raciocínio. Vejo o senhor que estava a ler o jornal desportivo a afastar-se a passos lentos rumo à saída. Depois de controlar a sua saída com o olhar, aproximo-me lentamente do jornal. Como sinto que estou a ser vigiado, caminho de cara virada para as estantes onde figuram as enciclopédias.

Chego às estantes dos jornais e não está.

Olho rapidamente em redor e já alguém está a ler o jornal desportivo.

Desiludido, regresso a Borges com o pensamento já perdido no japonês Haruki Murakami.

O título? Obrigado Boris Vian.

 
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,6:37 da tarde
A eterna parábola do regresso

Num fim de semana em que regressei à terra que me viu nascer, fui cumprir uma vez mais a parábola do eterno regresso pelo casco antigo da cidade. Comer um pampilho, sentir as ruas vazias entrecortadas pelos passos de alguém que não se sabe quem é graças ao traçado medieval do centro são prazeres que não dispenso.
Relembrar uma noite passada e muitas tardes numa manhã de pura ressaca também fazem parte do cardápio.
E se eu um dia conseguisse ou soubesse escrever como deve ser, aqui começaria toda uma narrativa com um: Sentado no balcão, olhou para o barman e pediu com a sua habitual voz rouca: mais um gin tónico se faz favor.
 
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,10:24 da manhã
Recital
Já que falei em poesia, confesso que hoje acordei com um poema na cabeça, o que é coisa rar anos dias que correm.
Mas pior do que ter acordado com um poema na cabeça, foi ter acordado com uma futura leitura a dois do mesmo e ter-me lembrado que se calhar até era engraçado para o dizer no recital.
Recital.
Seja como for, e como ainda sou um indíviduo democrático, não posso decidir sozinho.
O poema será nada mais nada menos do que... Manifesto Anti-Dantas do Almada.
Vamos lá ver.
 
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,9:37 da manhã
Cd da semana

Mais uma semana, mais um cd.
Desta feita o cd que comprei a uma daquelas editoras que se julgam promotoras do comércio justo (Putumayo) e que tentam a todo o esforço impingir a música de países de terceiro mundo à civilização ocidental.
E eu comprei e até gostei.
Com uma selecção mais ou menos boa, consegue te ro mériuto de mostrar um pouco da música de cariz popular que se vai fazendo por esse país do tamanho da Europa onde a palavra igualdade não existe.
Esta última frase para uma 2ª de manhã até me soa a poesia.
 
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sexta-feira, maio 05, 2006,6:27 da tarde
Greve
Anuncio ausência durante o período do fim de semana devido a celebrações exaustivas que provocaram contraidtórios sentimentos de ressaca.
Quando aqui voltar a escrever já terei 24 anos.
Obrigado pela compreensão.
 
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,10:35 da manhã
Comunidade de Leitores
Enfim, ontem lá houve mais um encontro da comunidade de leitores e onde as minhas (e espero que outras) conclusões comecem a surgir de dentro em pouco. Pelo menos já há fotos, o que já não é mau.
Quanto ao Gabo, é como tudo na vida. Um nobel. Mais um. E acabei por me esconder atrás de chavões, como quase sempre faço. Sou assim. Um chavão.
 
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,10:29 da manhã
Bom dia fim de semana!
Hoje já é sexta-feira e amanhã sábado e depois domingo.
São lógicas como esta que me permitiram tirar um curso superior.
 
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quinta-feira, maio 04, 2006,6:33 da tarde
Anel de curso
Uma das coisas mais pavorosas que o sistema de ensino nacional promove tem a forma de um anel. Um anel de curso. Cada curso tem uma cor foleira impressa numa pedra de tamanho absurdo, capaz de ferir finas susceptibilidades como é o caso da minha.
Mas hoje, e só hoje (graças a Deus) descobri duas pessoas que não só o têm como o usam (ostentam talvez fosse a palavra mais adequada).
Perdoai-lhes Senhor, que não sabem o que fazem.
 
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,2:06 da tarde
Ok...
Porque é que quando digo a um miúdo: "desaparece, que não estou com disposição para te estar a aturar" ele me responde "És o máximo", aperta-me a mão e sai feliz da vida a cantarolar uma canção?
 
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,11:21 da manhã
Home to work
Corria o segundo ano da faculdade quando foi proposta a criação de um texto entitulado "Home to work", ou em português "De casa para o trabalho".
Na altura vivia num antigo convento e pensei que isso até era capaz de ter piada. A piada resumiu-se num 13 que é aquela nota que não quer dizer nada. Nem bom, nem mau. Assim.
Passados 4 anos, volto a tentar no excerto que se segue no outro blog onde estou.
 
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,9:35 da manhã
Livro da semana

Tinha que ser!
Sendo hoje dia de mais um encontro da comunidade de leitores em que me encontro envolvido, o livro da semana só poderia ser o que vai ser abordado.
E nada melhor que Gabo, o eterno colombiano que ousou ganhar o Nobel no ano em que eu nasci.
E o que posso dizer do livro?
Que é Gabo. Realismo mágico à patada, uma estória muito semelhante a todas as outras com que já nos presenteou. Para quem gosta, uma referência, para quem não gosta, também não ficará a gostar.
 
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quarta-feira, maio 03, 2006,11:11 da manhã
Já me esquecia...
...do índio boliviano que controla o país e que agora anunciou uma neutral nacionalização de tudo o que lhe apeteceu.
Metem-se na coca e depois dá-lhes para estas coisas.
 
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,9:20 da manhã
Mais uma moeda, mais uma voltinha
Não posso ver notícias.
Ontem confirmei isso a mim mesmo. Não as posso ver. O vazio que tenho vindo a construir entre mim e a realidade é assim mesmo. Assim.
O advogado de defesa diz que os cova-mourenses que mataram o polícia estão inocentes, os habitamtes da Quinta da Torre queixam-se que forma maltratados pela força de intervenção da PSP e da PJ (claro está que num bairro habitado maioritariamente por africanos só entrevistaram caucasianos) e o presidente do Irão (que renega a existência do Holocausto) queixa-se da pressão psicológica dos EUA.
Ok. Se calhar o realismo mágico do Márquez é um pouquinho mais real do que o mundo onde vivemos.
 
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terça-feira, maio 02, 2006,11:27 da tarde
Convite
Recebi um convite para vaguear um pouco mais por este espaço que finjo desprezar de tempos a tempos. Ainda há quem acredite na minha escrita ou que me leia.
Por isso mais um link aí na direita.
 
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,11:19 da manhã
Cd da semana
Bem sei que ontem deveria ter sido aqui anunciado o cd da semana, mas como bem podem entender, não foi possível postar nada.
E agora também não sei o que fazer. Pode ser que ainda venha a surgir ao longo do dia de hoje.
Agradeço desde já a excelsa compreensão de todos os leitores de humilde blog.
Bem-haja.
 
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,9:38 da manhã
Ressaca da ressaca da ressaca

Ai que saudades, digo eu logo pela manhã...
Um fim de semana em Lisboa.
Jantarada num indiano no Largo do Carmo, de frente para o épico quartel e para a Igreja das ruínas ou do Carmo, como quiserem chamar, copo no Bairro (que saudades do Bairro) e fim de noite no Tokyo.
Aqui sim. Mais que saudosístico foi um verdadeiro regresso aos anos 80 e 90 onde Xutos, Erasure e Violent Femmes me transportaram durante umas horas para um outro mundo.
No dia seguinte, nada melhor que Benigni para fazer esquecer a ressaca e voltar a fazer-me sonhar.
Já no regresso, acabei de ler aí a da direita. De direita, pois claro.
Nem imaginam quanto me custa regressar agora ao trabalho...
 
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