«Cada ratinha tem o seu mistério e desvendar uma não quer dizer que percebemos o mistério total», Puchkine, Diário Secreto
segunda-feira, julho 31, 2006,5:45 da tarde
Contrastes
Como hei-de começar...
Enfim. Surgiu aqui na biblioteca uma rapariga de plenos contrastes: boa, mas feia e que pediu García Márquez da mesma maneira que a seguir pediu Nicholas Sparks.
Um verdadeiro achado para a psicologia, diria eu.
 
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,5:05 da tarde
Serralves





É impossível não sentir qualquer tipo de fascínio por estas coisas...
 
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,3:36 da tarde
Prazer laboral
Quando me perguntam por livros que a biblioteca não tem, recomendo outros e consigo que as pessoas os levem através de um excelso domínio da oratória (claras influências do Seneca soneca das aulas de latim).
É melhor não me elogiar mais, não vá a Bertrand fazer-me uma proposta.
 
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,3:14 da tarde
Simplex
Graças à actualização dos nossos serviços e de criar tudo em rede de maneira a facilitar a vida ao mais comum dos cidadãos, o prazo do selo do carro foi novamente alargado.
Com simplex o estado fica mais porreirex
 
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domingo, julho 30, 2006,11:52 da manhã
Questão vital
A fim de desenvolver um estudo de cariz unicamente pessoal, gostava que me dissessem o nome de 3 poetas portugueses. Não quero saber se gostam, se não gostam, se já leram ou só ouviram falar. Apenas o nome de 3 poetas portugueses.
As respostas podem ser aqui deixadas ou até mesmo enviadas para o mail da companhia: magnuspetrus@gmail.com
 
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,11:28 da manhã
Celeuma dominincal
Bloody hangover!
!Puta resaca!
Ai, mas que leve indisposição que eu sinto hoje pela manhã?
 
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sábado, julho 29, 2006,11:20 da manhã
Geração
A minha geração só tem duas soluções: ou aceita o 25 de Abril como mais um dia em que não tem que trabalhar (tal como o 1º de Dezembro ou o 5 de Outubro) ou viverá eternamente agarrada a algo que nunca saberá o que foi. E isso, ouvi dizer, não é nada saudável.
 
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,10:37 da manhã
Sistema
Estava eu aqui na simpática e, quizá, acolhedora biblioteca de Grândola quando sou confrontado com uma data. Demonstrando que sou um daqueles rapazinhos que já quase que nasceu sob a influência do Bill Gates, carrego na data do computador pour savoir quoi faire.
Eis então que me aparece a seguinte mensagem: "Não possui o nível de privilégio para alterar o horário do sistema"
Assumo, pois, publicamente que não queria alterar qualquer tipo de data e apenas fazer uma consulta rápida. Como bom burocrata que sou, jamais ousaria fazer tal atentado contra o sistema.
 
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sexta-feira, julho 28, 2006,10:40 da tarde
O pior do mundo
No dia em que descobri, algo sem espanto graças a este pessimismo crónico que não me larga, que nos EUA há um mês de História Negra (exclusivamente dedicado a grandes negros da história norte-americana), aquela entidade não sei quê para a televisão e não sei que mais acusou a RTP de ter sido discriminadora em relação a jovens negros numa reportagem sobre violência escolar.
Acho, como bom cidadão, que a RTP deve pedir publicamente desculpas e nunca mais transmitir nada que seja contra qualquer tipo de minoria a fim de não ferir susceptibilidades.
Acho que me vou começar a expor desmesuradamente ao sol para poder começar a beneficiar de um certo estatuto. Podem crer que vou.
 
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,7:39 da tarde
De valor
Pois é!!!
Há um grupo de dois simpáticos jovens que resolveram formar um grupo para dizer poesia e que agora têm um site, onde estão contactos, poemas geralmente recitados e um pouco de história.
Claro está que é daqueles sites promocionais, mas esse é o objectivo a ver se conseguimos continuar a voar no mundo da poesia.
Já agora, gostava que o promovessem, se possível, se não vos der demasiado trabalho e até aceitamos sugestões.
Desde já muito obrigado.
 
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,4:32 da tarde
Philip Roth
Confesso que não sou adepto de citações, pois uma vez descontextualizadas podem significar o oposto do que o escritor quis dizer, mas esta é genial.
Não genial no sentido genial das coisas, mas simples e concreta e é daquelas que nos faz pensar e ilumina um pouco o caminho para um qualquer ovo de colombo:
"Isto é o que acontece quando escrevemos livros. Não se trata apenas de uma coisa que nos impele a descobrir tudo: há alguma coisa que começa a pôr tudo no nosso caminho."
 
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,1:14 da tarde
Ceres

Há coisas que têm sabores únicos e aos quais associamos sensações e memórias.
Ao Ceres de uva (Hanepoot) associo o chegar a casa depois de longas tardes de verão na praia do Pedrógão no concelho de Leiria, e ver o meu pai a ler junto à janela enorme.
Desde esses tempos que nunca mais tinha visto à venda tal sumo e tendo-o encontrado no outro dia num Intermarché, nem hesitei.
Comprei e destruiu-se um mito de infância. Ceres afinal não é uma marca espanhola mas sim sul-africana.
Apesar daquela genuína mágoa lusitana de eles conseguirem produzir vinho do Porto e Tequilla (melhor que a original, segundo consta), tenho que dar a mão à palmatória: a porcaria do sumo é genial.

 
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quinta-feira, julho 27, 2006,5:20 da tarde
Atraso
O comum dos mortais que sobreviveu aos loucos dias do PREC costuma dizer que uma das razões do atraso do país é o atraso das pessoas.
Entenda-se este atraso como algo inerente à lusa condição, de não se conseguir nem aceitar as brilhantes ideias de outros países, nem de conseguir chegar a horas onde quer que seja ou começar uma sessão de cinema ou um concerto à hora marcada.
Mas eu não sou fundamentalista. Nisto, pelo menos.
Se combino um qualquer encontro, levo um livro comigo (abençoados livros de bolso!) e caso se verifique qualquer tipo de atraso, agradeço e leio. A leitura é geralmente um bom tópico de começo de conversa ao contrário de um:
-Já vens atrasado, sabes?
- Desculpa lá, pá, mas...
e a seguir começa-se a discutir o tenebroso sistema de transportes públicos nacionais que nos fazem chegar sempre mas sempre atrasados e que só atrasam o país.
 
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,1:07 da tarde
FMM

Ontem lá decidi pegar no meu cadáver e ir até Sines sob a promessa de um espectáculo de jazz celta.
Confesso que dito assim (jazz celta) soa bem. Soa mesmo bem.
Fui e não gostei. Até vim embora mais cedo.

Não foi um não gostar radical, típico dos radicais de esquerda que não gostam dos EUA, nem dos governos, nem do capitalismo nem de nada civilizado. E ontem, podem crer em mim, havia uma porradeirão de malta dessa. Foi simplesmente um achar que podiam dar mais do que fizeram, ou estavam a fazer até me ir embora.

Mas mesmo assim valeu a pena para afugentar momentaneamente os fantasmas do marasmo da silly willy season.

 
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,10:37 da manhã
Já anda por aí...

Que tenham cuidado os incautos que se aproximarem de um quiosque ou tabacaria que ela já saíu e uma delas está aqui mesmo ao meu lado.
Não seja, por isso, de estranhar anomalias produtivas neste blog.
 
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,10:30 da manhã
Livro da semana

Como ganhou o "que me der na gana" e como ainda não ocnsegui acabar a mancha humana, aqui fica a minha cruel e fria análise desse livro aí à esquerda.
Pois o senhor Gonçalo M. Tavares roça aqui o genial através de um conjunto de pequenos textos que acabam por criar alguma coisa de coeso.
Daí eu ter feito algumas referências neste mesmo blog na última semana, tais como esta ou esta.
Claro está que espero agora por ler o senhor Valéry, o senhor Brecht e o outro que me falta, mas que de momento não me lembro nem me quero dar ao trabalho de procurar quem é.
O meu interesse futuro passa mesmo é pelo senhor Brecht.
Uma boa leitura de um daqueles emergentes escritores portugueses.

 
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quarta-feira, julho 26, 2006,5:23 da tarde
Por falar em pintura e essas coisas...

aqui deixo a fotografia de um dos meus favoritos, que até fiz o sacrifício de ir até Serralves ver o Caged Uncaged lá para a despedida do espanhol que trocou aquilo por outra coisa melhor.
É assim a vida e assim é a fotografia de um dos meus pintores favoritos.
Se me lembrar ponho para aí um quadro dele. Mas só se me lembrar.
 
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,1:16 da tarde
Jack Pollock

O conhecimento é uma coisa desgraçada.
Entra por nós dentro sem pedir permissão a quem quer que seja e a qualquer hora do dia.
É uma chatice.
Já não posso estar descansado a ler o meu livrinho, que tinham que me falar de Jack Pollock.
Claro está que a censura interna por nunca me ter dedicado à história de arte ou o que quer que avalie e analise quadros e que nos permita construir um cardápios de autores e épocas, imperou.
Imperou a censura e lá fui eu à procura de Pollock.
Expressionismo abstracto, não sei o quê em Nova Iorque, é americano e já morreu. Até morreu relativamente novo, o que sempre causa fascínio.
Depois há sempre estas frases épicas:
On the floor I am more at ease, I feel nearer, more a part of the painting, since this way I can walk around in it, work from the four sides and be literally `in' the painting.
que nos fazem olhar para os quadros de uma outra forma, enfim...
Cansado e extenuado de uma busca internetiana de aproximadamente dois minutos em que consegui aprender tudo o que queria sobre Pollock, escolho dois quadros Male and Female e Cup of tea e um link.
 
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,10:15 da manhã
Como hoje é 4ª feira
Não que as quartas tenham algo de especial, mas sempre é uma quarta-feira, o que implica que a semana já vá a meio e que o que falta passar também já passou.
Claro está que estes pensamentos la palice se devem única e exclusivamente de já só conseguir pensar nesta paisagem e no sacrifício de ter que viver com coisas destas aqui a 2 minutos.
Oh, vida cruel!
 
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terça-feira, julho 25, 2006,5:42 da tarde
Ruindade
Embora a palavra soe meio abrasileirada, posso, ainda, assegurar de que se trata de uma palavra portuguesa.
Uma miúda com ar de orfã (sim, vi o Oliver Twist recentemente) pergunta-me se terá que pagar por estar a devolver os livros com atraso. Claro está que não hesitei em tranquilizá-la e dizer que ficar-lhe com o BI para entregar à PJ bastaria.
Escusado será tentar descrever a cara de pavor da supracitada miúda.
 
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,5:36 da tarde
De conflitibus
Fazendo jus aos meus três anos de latim em que me conseguiram ensinar que um de+ablativo implica sempre uma determinada reflexão sobre um determinado assunto, justifico o título com uma análise genial do inevitável João Pereira Coutinho.

"Caros senhores terroristas,
Boas tardes.
Nós sabemos o quanto vocês gostam de bombardear as nossas cidades, apesar de termos voluntariamente retirado dos vossos territórios. Longe de nós condenar a forma gentil como gostais de matar o tempo. Mas lançar rockets para o interior de Israel não mata só o tempo; também mata pessoas que estão nas ruas, nos mercados, nos cafés. Seria possível parar com esse desporto? "

Continuação aqui
 
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,3:41 da tarde
Portal da Literatura
Aqui vai um conselho para aquelas pessoas que gostam de ler e das quais ainda não consegui fazer parte.
Tem só virtualmente tudo o que vai saindo neste cantinho de Europa.
 
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,1:14 da tarde
Resultados
Depois de um tempo razoável em que tive tempo de ler um pouco o que me tem dado na gana e já ter começado a ler A Mancha Humana que foi o segundo classificado, lanço novo deafio.
Desta feita, sobre qual será o melhorzito dos meus conhecimentos a nível de produção bloguística. Não que eu os queira julgar, porque isso já o faço, mas só porque sim. Tenho curiosidade.
E como sou um daqueles conservadores defensores da transparência (nunca poderia ser um membro de um certo comité político), aqui ficam os resultados da última poll para quem quiser ver.

Chart
Cidades da noite vermelha- William S. Burroughs
1
6.3%

Mancha Humana - Philip Roth
6
37.5%

Diário Remendado - Luiz Pacheco
2
12.5%

O que me der na gana
7
43.8%
 
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segunda-feira, julho 24, 2006,5:00 da tarde
En rétard
ou nem por isso.
Leio isto enquanto reflicto sobre a idiota polémica dos exames nacionais. Não que a polémica seja idiota, mas que a situação o seja.
Vejo que quando os alunos falham a culpa também já é dos ministros. Claro está que isto acarga consequências no meu alter-ego(já que o meu ego anda pelas ruas da amargura):
O meu mais íntimo desejo de sucesso pessoal é falhar.
 
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,4:07 da tarde
Paulo Jorge

Confesso que sempre admirei a eficácia e frieza de julgamento de alguns países dessa Europa em que persistimos fazer parte.
O senhor Paulo Jorge, jogador que o SLB foi buscar ao BFC encarna na quase perfeição esse espírito.
Entrou na segunda parte do jogo contra o Bordéus, fez uma assistência fenomenal para o segundo golo e, consciente de que não valeria a pena arrastar o corpo pelo campo durante mais meia hora, agrediu um adversário a fim de conseguir ser expulso.
Conseguiu-o. Mas consciente de que assim a equipa ficaria com um jogador a menos, cosneguiu ainda arrastar um jogador do Bordéus com ele.
O jovem tem mérito e não é pouco. Cheira-me a revelação neste novo ano de lides futebolísticas que se aproxima.
 
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,4:02 da tarde
Pelo Rivoli
 
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,1:52 da tarde
Último dia
Mais uma semana que começa e eu já a pensar no seu fim...
Ciclo iniciático, diriam alguns, quando para mim é um claro sinal de que a uma semana se segue outra.
Estes e outros ditos populares parecem querer tomar conta de mim à medida que leio o que tem havido para ler.
I.e., livros ou isso.
 
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,11:13 da manhã
José Cid

Embora tenha decidido abolir o cd da semana por uns tempos, as minhas referências musicais continuam fortíssimas e aí, tenho que agradecer a estes senhores pelos belos programas que têm oferecido sobre este senhor.
O quizz é, mais do que genial, absolutamente recomendável.
"Eu sou mesmo o José Cid"
 
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,11:08 da manhã
Valores referenciais
Numa tenebrosa descrição de mordida de um peixe aranha, foi confessado a um grupo de pessoas que o veneno que saiu era azul.
Pensava eu na sorte da vítima que tinha sido atingida por um distinto membro da monarquia anfíbia, quando alguém comenta: Querem lá ver que o sacana era do Porto?
Questões referenciais, é o que é.
 
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domingo, julho 23, 2006,10:58 da manhã
I'm back
Depois de uma dolorosa experiência no Oh Caldas!, ali mesmo junto da sede daquele partido no qual já votei uma ou outra vez, e de um dia de plena recuperação ali na Guerra Junqueiro, regresso ao Alentejo com uma nova alma depois de ter visto The squid and the whale ou The whale and the squid e ver o que me espera caso algum dia me divorcie.
Nada como uma boa introspecção para nos sentirmos mais vivos.
 
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sexta-feira, julho 21, 2006,6:43 da tarde
Fim de semana
Nada como iniciar fim de semana de dupla festa/jantarada já com uma ressaca em cima.
Segunda-feira avizinha-se como um pouco pior do que a guerra israelita.
Já agora, a eleição está prestes a acabar e já quase que tenho ideia para uma próxima, mas como estou de ressaca não dou muito crédito às minhas próprias ideias.
 
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,4:51 da tarde
Bukowski
Aqui estão umas fotos geniais do senhor Bukowski, para quem gosto dele.
Como ainda só li três livros dele e um sem número (para não utilizar a indelicada palavra porradeirão) de poemas dele não posso ser particular fã. Mas até gosto. Na intimidade.
 
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,4:35 da tarde
Ponto de Bauhutte

O Almada bem tentou e chegou a isto que aqui se vê à esquerda.
Simbolicamente rico e de uma beleza única é um poço de surpresas quando se pergunta a alguém que desconhece qual o ponto de Bauhutte qual o significado do quadro.
Ouvi dizer que há quem se divirta à brava durante fins de semana completos a fazer este matreiro jogo.
 
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,1:46 da tarde
Novidades
A vida tem destas coisas e destas coisas se faz a vida.
Enfim, aqui está o livro Afectos do recém-laureado José Agostinho Baptista e aqui o programa do Festival Músicas do Mundo de Sines que hoje começa e ao qual terei que assistir com enorme sacrifício da minha pessoa.
 
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,10:05 da manhã
Mosquito
Se há animal que ache de veras repugnante (lá terei que aturar os chatos da SPA, que tanto pode ser a sociedade protectora dos animais ou a sociedade portuguesa de autores ou ainda o nome do trajecto de F1 da Bélgica) é o mosquito.
O que me tem atormentado nas últimas três noites conheceu hoje de madrugada o seu merecido fim.
De realçar apenas como estava goridnho e lesto de movimentos, tendo sido esse factor predominante na sua morte. E que bela morte que foi!!!
 
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quinta-feira, julho 20, 2006,6:15 da tarde
*#52$%
Os leitores são como os católicos portugueses. Todos nós o somos, mas nem todos são praticantes.
(título dedicado ao mais ao menos falecido co-autor deste blog)
 
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,6:12 da tarde
Peso na consciência
Em tom escarninho aconselho um livro de um político local a um destes típicos funcionários que trabalha numa biblioteca mas nem gosta de ler, quanto mais LIVROS.
Quando o vejo a desfolhar as páginas com genuíno interesse e a ler parágrafos inteiros, não deixo de conseguir pensar de mim para mim que arruinei por completo a possibilidade de angariar mais um fiel leitor.
 
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,3:22 da tarde
Mais Gonçalo M. Tavares
O senhor Henri disse: o absinto é aminha teoria sobre o mundo.
... eu tenho um sistema geral do pensamento, chama-se absinto.
in Senhor Henri pp. 51
 
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,1:06 da tarde
Carl Honoré
Pediram-me para definir o mais recente livro de Carl Honoré O movimento slow.
Nunca li Carl Honoré nem nunca ouvi falar dele (assumo assim a minha plena ignorância qual bom cristão convicto). Depois de ter lido isto, achei engraçado, mas também não sinto qualquer tipo de curiosidade em vir a ler no futuro.
Sou assim, faccioso. Ou gosto ou não gosto. Há ainda outras coisas que nunca quero vir a gostar. E esta é uma delas.
Seja como for, já descobri o que me foi pedido e assim encarno na perfeição o espírito de um técnico do funcionalismo público.
 
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,11:09 da manhã
Já agora...
A poll vai-se manter durante mais uma semana pois não sei como fui rodeado por três livros que exigem leitura imediata (mais coisa menos coisa).
Continuo a agradecer a todos os votantes.
 
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,10:55 da manhã
Livro da semana

A Antígona às vezes tem destas coisas. Tem livros bons.
Assim foi que consegui ocmprar um daqueles livros que desde os facultíos tempos me andava a aguçar a curiosidade: Walden ou a vida nos bosques do amreicano Henry David Thoreau.
Claro está que se retirarmos o conhecimento prévio de que ele não se encontrou assim tão isolado do mundo durante os 2 anos e 2 meses que viveu em frente ao lago Walden, o livro tem outro impacto.
Seja como for, é uma boa leitura, especialmente nesta altura de verão, em que me lembro inevitavelmente do Unabomber.
 
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quarta-feira, julho 19, 2006,6:42 da tarde
Momentaneamente Thoreauniano
A razão por que chegámos é precisamente a mesma que nos faz partir.
 
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,3:26 da tarde
Riddle
O senhor Henri disse: se a laranja viesse de uma árvore chamada macieira, à laranja teria de se chamar maçã ou era à macieira que se teria de chamar laranjeira?

Gonçalo M. Tavares
 
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,1:08 da tarde
Foi há setenta anos...

... que começou um dos meus episódios preferidos de toda a história.
Robert Capa foi apenas um dos seus mais brilhantes retratistas.
Pior seria mesmo o período que se seguiria.
Franco, Franco, que tiene el culo blanco...
 
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terça-feira, julho 18, 2006,6:25 da tarde
Democracia
Esta coisa da democracia está mesmo a mexer comigo e daí haver mais uma poll aí do lado direito.
Surgiu, muito naturalmente, do facto de estar a trabalhar no meio de livros (24977 registos, o que dará cerca 30000 livros) e não me conseguir decidir o que ler a seguir. Daí pedir a excelsa ajuda dos sublimes leitores deste blog.
Desde já agradeço aos votantes.
 
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,4:49 da tarde
Dúvida
Ao arrumar um livro sobre maneiras de uma mulher manter um orgasmo após o coito, duvido se o hei-de considerar como ficção ou não ficção.
As estatísticas são impiedosas.
 
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,3:55 da tarde
Ler na praia
Ler na praia é daquelas coisas que costuma dar um prazer desmesurado.
Aqui está uma lista dos 10 melhores livros para se lerem na praia, de acordo com uma escritora que não conheço e cujos livros referidos não li nem um.
O desespero aumenta.
 
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,1:16 da tarde
Thoreau

O que é que eu seria capaz de escrever se aqui tivesse vivido 2 anos 2 meses e alguns dias?
 
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,1:03 da tarde
Indignação
2 situações:
-Os pobres produtores de sal em relação à acusação de monopólio (perguntem às donas de casa se a subida do preço do sal afectou muito a sua economia doméstica)
- A não abertura do túmulo do nosso founding father por não se ter convidado o governo. Alguém percebeu a indirecta e assim temos mais um adiamento sine die neste país.
 
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,10:31 da manhã
Louca profissão
No fim de uma longa tarde sentado em frente a uma pequena imensidade de livros que nunca terei tempo de ler, surge um genuíno dread das aldeias (boné, brinquinho e um forte sotaque alentejano). Pois tal alma não hesita em me perguntar pelo Pequeno Grande Livro dos Feitiços. Ao constatar que o livro já não se encontrava na biblioteca (alguém teve o bom senso de o retirar para todo o sempre), desabafou-me que o outro livro que ele queria também já tinha sido roubado.
Revelando um sentimental interesse por esta causa, perguntei qual era:O Livro de S. Cipriano.
Nesta altura invadiu-me a expressão de origem anglo-saxónica: get a life (sendo sempre de valor ter em conta a variável fuckin' entre "a" e "life").
Mas neste momento em que enterrava por completo a sua imagem nos confins da existência dos dreads das aldeias, o rapaz surpreendeu-me ao pedir livros sobre arquitectura. Cedo consegui descobrir que ele não percebia um chavo de arquitectura (i.e., sabia ainda menos do que eu) mas queria vir a ser arquitecto.
Pelo menos há uma vontade. Que Deus acompanhe o destino deste jovem, já que eu não o conseguirei fazer. Nunca.
 
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segunda-feira, julho 17, 2006,5:08 da tarde
PC
Nos meus tempos de cachopo costumava-se oferecer uma pastilha elástica quando alguém fraquejava. Os açúcares lá contidos lá cumpriam a sua função e a malta ficava pronta para mais uns disparates, sempre com o doce toque da ruminação, sempre censurado por pais e educadores.
Hoje em dia, isto já não pode ser aplicado graças à aplicação do PC (politicamente correcto) à coisa.
Já é difícil encontrar uma pastilha que tenha açúcar e o ruminar já é bem visto e aceite, pois acredita-se que faz bem a uma série de pormenores da higiene oral que dispenso em absoluto saber.
As nossas ruas estão assim transformadas em prados onde caminham alegre e sorridentemente abundante fauna nacional.
 
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,3:51 da tarde
Para o meu querido amigo


Some photos to my dearest friend Gonçalo and his lovely girlfriend.
Emoção, emoção, consegui escrever um post em inglês onde figuram mais de três palavras e que até é capaz de fazer algum sentido.
Agora a sério... uma guerra nunca é boa e quando há uma qualquer ligação mais íntima as coisas assumem uma dimensão completamente diferente.

 
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,3:49 da tarde
Crise do petróleo? Não..,. só balelas e rumores
Isto explica muita coisa.
 
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,1:47 da tarde
On war
Mais uma vez este senhor tem razão.
 
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,1:14 da tarde
As coisas que se aprendem
2 pequenas pérolas:
Brighton vem de Bright+Town e quando se bebe uns copos "fica-se para lá de Bagdade" de acordo com expressão local.
Nunca é tarde para aprender.
 
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,11:30 da manhã
Silly season
Numa rápida incursão pela blogaria nacional, apercebo-me que a silly season foi oficialmente inaugurada, quanto para mim é um permanente estado de alma.
 
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domingo, julho 16, 2006,10:30 da tarde
Mas porquê??
Quando os estrangeiros começam a ser convidados a abandonar o Líbano, apercebo-me finalmente da gravidade de mais um conflito ali naquela zona.
Que porra, pá!
Porque não fazemos uma troca:
Portugal, para pagar as culpas do Marquês, pode aceitar os judeus por estas terras e mandar lá para ali para além os brazucas e os esbeleléus e os fanáticos de esquerda que nunca hesitam em atacar Israel só porque pensam que é mais um estado americano.
Não quero, com isto parecer racista, mas que era uma boa troca, lá isso era.
 
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,10:20 da tarde
Fotos de um norte diferente


Numa conversa nocturna de praia (daquelas que só o verão permite), foi-me confessada a dimensão religiosa do alentejo, em plena contraposição à nortenha.
Três dias na pequena paróquia de S. André de Molares deu-me a resposta.
Mais ainda digo que a crença é mais forte no Alentejo ao passo que a fé predomina acima do Mondego. Enfim, deixo-me de coisas e penso no que se passa no Líbano.
 
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sexta-feira, julho 14, 2006,3:53 da tarde
Lindo
E como muito boa gente já está de férias, aqui está algo para aliviar o stress.
 
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,3:41 da tarde
Dúvida
Terá Thoreau lido Marx ou Marx Thoreau?
"Naqueles dias em que as minhas mãos estavam sempre ocupadas, lia pouco, (...) pois o cabo de uma ferramenta ou uma toalha de mesa eram capazes, cumprindo o mesmo propósito, de me proporcionar tanta diversão como a Ilíada".
pp.61 Walden ou a vida nos bosques do supracitado Thoreau em edição antigonizada.
 
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,2:50 da tarde
Patrono da Europa

Impressionantes e imensas são as coisas que desconheço: o facto de este senhor ser o patrono da Europa é apenas uma delas.
Lá vou eu avançar pelos insondáveis caminhos da net para tentar descobrir porquê.
 
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,12:10 da tarde
Fascínio

Há pessoas que nos causam um fascínio imediato não sendo sequer preciso abrirem a boca para desde logo entrarem no nosso imaginário mais íntimo.
Nestes três dias que passei por terras do Basto descobri esse tipo de pessoas em abundança, onde se calhar ainda tem razão o dito: para lá do marão mandam os que lá estão, ou a concepção do genuíno Luso do Eduardo Lourenço no tal Labirinto da Saudade, que se não o tivesse perdido, hoje estaria em destaque na minha estante que alberga livros.
Enfim, as imagens falam por si...
 
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,12:08 da tarde
Sentimentalismo matinal
Há coisas que nos puxam para a sentimentalidade. Esta é uma delas.
Obrigado.
 
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quinta-feira, julho 13, 2006,8:43 da tarde
Cuscus
Fiz o meu melhor cuscus de sempre.
Isto deve-se única e exclusivamente ao facto de ter sido a primeira vez que tal fiz.
É, contudo, motivo de orgulho.
 
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,3:36 da tarde
E agora quem é que marca golos às equipas pequenas???
 
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,1:01 da tarde
Livro da semana

Retomo esta ancestral tradição do livro da semana.
Desta feita e sem grandes surpresas, Lolita foi o escolhido. Claro está que só o faço agora, uma vez que já não trabalho directamente com criancinhas. Nunca se sabe.
Mas enfim, o meu interior rejubila com a ultrapassagem de mais um clássico, uma daquelas referências.
Quando agora me falarem da Lolita já não me limitarei a acquiescer suavemente com a cabeça. Posso finalmente falar com uma certa razão, ou não.
 
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,12:59 da tarde
A nossa burocracia II
Uma das coisas que nos é ensinada na educação Cristã é que devemos ver o rosto de Cristo nas pessoas que nos rodeiam.
Hoje vi-o no funcionário público que me atendeu depois da sua hora de saída e depois da minha qualquer coisa de espera.
 
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,12:56 da tarde
A nossa burocracia
Quando me perguntam quanto tempo demorei numa repartição pública, costumo responder sempre da mais objectiva das formas: 67 páginas.
Hoje para além das 67 foram ainda as não sei quantas da Água, cão,cavalo, cabeça.
 
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quarta-feira, julho 12, 2006,6:15 da tarde
Consagração
Qual Figo, qual Henry, qual Ballack!
Eu fui mesmo o jogador mais votado para a eleição de melhor jogador deste mundial que terminou com a vitória da Itália.
Quem merece sempre vê o seu esforço compensado.
E eu bem mereço.
 
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,6:05 da tarde
Regresso
Depois de três dias por terras de Basto onde pude consolidar as minhas ideias sobre a carreira docente e os próprios docentes, cheguei a uma série de conclusões que me proponho a aqui expor nos vindouros dias.
Desde já obrigado à paciente companhia que desde o Alentejo me aturaram.
 
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domingo, julho 09, 2006,10:41 da manhã
Who?
 
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,10:28 da manhã
Anúncio
Venho por este meio oficializar que este blogue se vai mover para Celorico de Basto nos próximos três dias e que por isso não se assegura qualquer tipo de manuntenção pelo referido tempo.
Sabe Deus o que o Norte reserva a uma pessoa humilde e trabalhadora como eu...
 
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,10:25 da manhã
Resoluto pela manhã
Ao chegar à casa de banho e verificar pela milésima vez que uma embalagem de champô ainda lá estava, decidi-me, finalmente, a deitá-la fora. Isto porque ela não se decidiu sozinha nos últimos dois meses.
2 conclusões:
- Sou um gajo que respeita a determinação alheia mas só até certo ponto
- Ainda me falta deitar fora a embalagem de gel de banho que ali está há mês e meio.
 
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sábado, julho 08, 2006,9:44 da tarde
Alles Deustschland


Foram germânicos na sua mais pura essência. Eficazes e concretos.
Chega, pois, a hora de reflexão do Mundial das estatísticas, onde em todo e qualquer jogo eram apresentadas as mais idiotas estatísticas: quantas vezes tinha ganho uma equipa, quantas vezes a outra, quantos golos em mundiais, quantos foras de jogo no último mundial, quantas internacionalizações de um jogador, quantas fintas, passes, troca de calções e entradas ao minuto 69.
Claro que a isto associo inevitavelmente como o Mundial de todas as bacoradas graças à verdadeira horde de comentadores a quem lhes era deixado dizer o que lhes apetecia sem qualquer tipo de castigo: Não é bombeiro para todos estes incêndios; Defesa activa; Futebol directo; entre muitas outras.
O Terreiro do Paço é efectivamente pequeno para queimar toda esta gente.
Depois há ainda a mediatização da coisa, onde quem não demonstrasse grande entusiasmo pela selecção era tido como anti-patriota. Será que os que demonstram paixão pela selecção são verdadeiramente patriotas?
Já agora e uma última questão neste pesadíssimo post: Porque é que o Nuno Gomes não joga mesmo?
 
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,8:31 da manhã
Costa dos Murmúrios
Pois é. Sou incrivelmente teimoso.
Quando não tenho ninguém à minha volta com quem teimar, teimo comigo mesmo e isso costuma geralmente ter consequências nefastas na minha vida.
E foi isso mesmo que aconteceu ontem.
Depois de não ter gostado do livro, atrevi-me a ver o filme e, claro está, voltei a não gostar.
O que vale é que o dinheiro do aluguer ainda estava dentro do bónus adesão inicial.
Como nota de despedida, lembro-me da primeira vez que me falaram de Lídia Jorge. Foi num dia chuvoso de inverno, o João de Melo num daqueles corredores do Liceu dos anos 40, que me aconselhou vivamente a lê-la. Hoje sei que naquela altura não me quis bem.
 
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sexta-feira, julho 07, 2006,7:02 da tarde
A das artes


Se eu um dia tivesse dinheiro para abrir uma livraria, seria decertamente uma coisa deste género que faria.
A das artes é uma livraria em Sines onde a arte se reúne com os livros, com uma simpática música ambiente e algumas ideias originais como frases espalhadas um pouco por toda a livraria a fazer a nossa mente exercitar mais um pouco do que é habitual.
Gostei e sei que vou voltar.
Mas tudo isto num passeiozinho de fim de tarde pela vila alentejana que alberga o famoso Festival de Músicas do Mundo, que este ano espero assistir pela primeira vez.
Bem, aqui ficam algumas das fotos do meu passeio (Centro de Artes, a Igreja e o inevitável Vasco da Gama), dois dias antes de partir rumo a Celorico de Basto à procura de um qualquer indício que me demonstre a razão do Marcelo Rebelo de Sousa ser assim.
 
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,6:53 da tarde
Loucura
Depois de a cultura nos ser oferecida nos pacotes de café Delta através daquelas citações interessantes de pessoas que nem sempre eram tão interessantes quanto as citações, chegou agora a vez dos iogurtes.
Na compra de um pack de oite Dan Up de Morango Banana, oferece-se um livro.
Coube-me em sorte simulada a Inês de Portugal do João Aguiar e imagine-se: até conheço pessoas que gostam da escrita dele!
Secretamente vos confesso que o espero vir a ler num futuro qualquer. Depois de outros que estão para ali a refilar comigo, mas irei.
Assim seja.
 
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,11:42 da manhã
Memória

Foi há precisamente um ano...
 
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,8:36 da manhã
Inveja
A inveja é um pecado mortal? Sim, é. E eu sou-o. Pior do que isso é mesmo o facto de à inveja eu já juntar os seus companheiros da gula, preguiça e luxúria. Só me faltam portanto três para atingir o topo da cadeia.
Mas até na inveja sou humilde. Nunca invejo ninguém totalmente.
Gostaria de ter o dom narrativo do Nick Hornby, o ordenado do Schumacher, os pés do Zidane, o dom para as artes do Almada e já agora a profissão do Mega Ferreira.
Já que vou para o inferno, ao menos que o vá com estilo, ou como diria o Bukowski
Style is the answer to everything.
A fresh way to approach a dull or dangerous thing
To do a dull thing with style is preferable to doing a dangerous thing without it
To do a dangerous thing with style is what I call art:
 
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quinta-feira, julho 06, 2006,11:02 da tarde
Brazucas vs Brasileiros
Há coisas que me lixam seriamente.
Depois de dedicar grande parte do tempo em que ando na rua a uma reflexão aprofundada sobre a razão pela qual não gosto de brasileiros, hoje conheci um casal fantástico.
Pode ser ironia do destino,Deus a tentar enviar-me uma mensagem de forma mais ou menos clara, mas não.
Eles próprios censuram os outros brasileiros que vêm para Portugal e que são broncos, que vestem roupas com a bandeira do Brasil, andam de chinelos dia e noite e que acreditam piamente que o Brasil é uma nação superior. Foi mesmo com alguma amargura que me confessaram que têm sido criticados numa associação de brasileiros pelo facto das filhas falarem português de Portugal, o que para eles apenas é lógico.
Depois de uma fantástica discussão sobre os vários tipos de expressão cultural brasileira, com imenso destaque para a zona da Baía, tirei a minha conclusão (obrigado Deus que tais dádivas me dás em dias como o de hoje): gosto de brasileiros, mas não gosto de brazucas, da mesma maneira que gosto de portugueses mas que fujo a sete pés de um genuíno tuga.
 
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,7:12 da manhã
Notificação

Este blog encontra-se em avançado estado de luto futebolístico.
 
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quarta-feira, julho 05, 2006,4:38 da tarde
Juventude Musical Portuguesa
Por vezes sinto um genuíno interesse em certas instituições culturais e disponho-me a ver entrevistas na 2: a meio da tarde só para saber mais.
Hoje foi o caso.
Mas quando um dos responsáveis da supracitada associação respondeu pela segunda (e à segunda pergunta) "isso é uma história bastante interessante", desisti e acabei por adormecer.
 
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,1:40 da tarde
Sonoridades
O português é das línguas menos sonoras que conheço.
Estava para aqui a fazer uma tradução da receita de rabanadas, quando me aparece a palavra gema. Como não sabia (bom cristão que sou que assumo as minhas falhas e faltas), fui ver ao dicionário e eis que me surge yolk.
Digam lá yolk com aquele sotaque tramado do yorkshire.
Repitam.
Agora digam gema.
Geminha.
Enquanto yolk se parece terrivelmente com o barulho que surge quando a gema cai nalgum lado e até à maneira como ela cai, gema soa-me a um menino impertinente e chato a pedir para ir à casa de banho.
E ninguém me conseguirá convencer do contrário.
 
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,9:39 da manhã
Mundo às avessas
A Itália jogou ao ataque e ganhou em casa do anfitrião.
Esta afirmação não é de todo verdadeira para quem está habituado a um futebol bonito e ofensivo, mas é sem dúvida aplicável ao futebol italiano. Os gajos jogaram mesmo ao ataque e viu-se o resultado
 
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,9:33 da manhã
Vamos lá ver hoje

Há seis anos foi isto que aconteceu perante uma França que se viria a consagrar campeã europeia.
Sendo que hoje apenas o Wiltord joga (dos senhores da fotografia) na selecção, espera-se que o resultado seja diferente.
A bem de uma nação em crise.
A grande questão é saber qual das duas nações precisa mais da vitória...
 
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,9:29 da manhã
Joé, que caló
Apenas gostaria de conseguir encontrar o equivalente português para a expressão "que sono desgraçado é este que me afecta pela manhã"
Sugestões são sempre bem-vindas
 
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terça-feira, julho 04, 2006,8:58 da tarde
Confiança
Não consigo ter confiança linguística nos bitaites alemães de um gajo que diz eárea.
 
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,11:48 da manhã
Globalização
Enquanto esperava por um grupo de gregos no aeroporto da Portela, foi abordada por um cego americano a perguntar em francês por um voo da BA.
 
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,9:57 da manhã
Novo filme

No novo cinema, especialmente no francês (como não vejo o italiano e sou fã assumido do cinema espanhol) há uma tendência inata para descambar.
Ontem decidi-me a ver Exils de Tony Gatlif sobre dois "arabe" que decidem abandonar França para partir rumo à Argélia mãe. Pelo meio fala-se da paupérrima realidade dos imigrantes em Espanha e a permanente presença da música, mas no final... descamba.
Uma espécie de misticismo em volta de uma das personagens é absurdo. A Argélia decadente é o território sagrado onde as personagens se encontram com elas próprias no mais absurdo da realidade muçulmana, com uma cena de exorcismo musical que dura mais tempo do que seria necessário. Claro está que isto me deu tempo para retomar a leitura da Lolita e perder por completo o elo com o filme.
 
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,9:42 da manhã
Say no to racism
Apesar dos capitães de Portugal e Inglaterra terem feito o apelo antes do jogo, as comunidades portuguesas em França sentem-se ameaçadas.
Confesso que senti um certo receio que Portugal fosse encontrar o Brasil nas meias finais devido à quantidade inusitada de brasileiros que já cá vivem.
Se calhar qualquer ataque contra portugueses não é visto como racismo uma vez que somos racialmente um meio caminho entre brasileiros e franceses.
 
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segunda-feira, julho 03, 2006,11:17 da tarde
Esboço para o artigo de Agosto

Tenho um blog.

Claro está que esta crónica se encontra desde já fadada a um tremendo falhanço, graças à tenebrosa utilização de um estrangeirismo logo na primeira linha. E isto numa altura em que já existe um equivalente português: blogue, e que os mais radicais puristas da nossa língua não deixam passar estas coisas impunes.

Mas esta é uma questão que se encontra no mesmo patamar daquela outra da estória e história. Por muito que me provem por A+B que o novo acordo ortográfico permite o uso de “bué”, mas não liberalizou o de “estória” neste rectângulo à beira-mar plantado, não me conformo.

Por uma mera questão de princípios, mantenho-me fiel ao que li há uns anos (quando ainda acreditava em tudo ou quase tudo o que se escrevia no JL e podia efectivamente mudar o mundo) numa entrevista ao moçambicano Mia Couto.

Quase que me arriscava a citar de cor as palavras dele, mas citações assim descontextualizadas são tão válidas quanto duas gotas de leite gordo num Earl Grey da Twinings. Talvez assim conseguisse provar que o Brecht era de direita e que o Schopenhauer era afinal um positivista e que o mundo é um sítio bastante agradável para se viver.

O Prado Coelho condenar-me-ia desde logo graças à sua conhecida aversidade a tal maneira de expressão. Mas outros cronistas há que aderiram sem sequer pestanejar. Pedro Mexia. Alberto Gonçalves. Pedro Lomba. João Pereira Coutinho. Por breves momentos até o Pulido Valente andou nestas lides. Há um vício, uma nova maneira de se comunicar, de se partilharem ideias, de se escrever, de tudo… Até eu gostava de ter um. E tenho.

Mas o que mais me fascina é a forma como esta nova maneira de escrita e até mesmo de cronicar (desculpa Mia que te roubo novamente as ideias) que consegue não interferir com o normal curso da vida editorial nacional. A meu ver até o promoveu, como se prova pelo lançamento de um novo tipo de livro de consumo massivo de contornos bem definidos.

Enfim, descubra o blog (ou blogue para os tais puristas da língua) que há em si.

 
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,8:28 da tarde

Ter que ver isto logo pela manhã é duro, muito duro...
 
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,8:19 da tarde
O quê???
É já sabido que só costumo comentar as coisas quando elas já não têm interesse para ninguém , incluindo a minha própria pessoa. Quando me desinteresso de algo, venho aqui e escrevo.
Contudo, há excepções que confirmam a regra:
No telejornal hoje ouvi a expressão "Portugal é Brasil na copa"
Não farei qualquer tipo de comentário para não receber acusações de que sou racista, xenófobo ou até mesmo pedófilo por estar a ler a Lolita.
Deixo-vos a reflectir sobretudo nesta frase que é só do piorzinho que já ouvi. Mas não digo mesmo mais nada.
Agora é que é de vez.
 
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,2:34 da tarde
Johnny Cash
Aqui pode-se ouvir o novo do Johnny Cash, para quem gosta para que não gosta.
 
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,2:23 da tarde
Cd da semana

Isto de estar a rever o que por aqui tenho tem destas coisas.
Redescobri definitivamente os Celtas Cortos.
Mais do que serem apenas mais um grupo de rock celta, eles tocam um pouco de tudo. Neste álbum então, o meu favorito a seguir ao do último concerto deles. há ska, as polkas, baladas e o puro rock celta.
Contudo, se bem que musicalmente sejam muito bons a nível das letras não são propriamente bons por causa da maneira como se abraçam à causa da esquerda inconsequente como acontece em canções como El emigrante ou Legion de mudos.
Seja como for, os rapazitos de Valladolid têm decerto um lugar nas minhas preferências.
 
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domingo, julho 02, 2006,9:31 da tarde
Sem namorada
Que se acalmem as loucas fãs do meu físico decrépito que ainda não estou livre.
Nas próximas duas semanas vou estar sem namorada, pelo que farei todo um tipo de terapias e me dedicarei a tudo aquilo que fazia enquanto solteiro: cultura. Vou ler atéà exaustão a lista interminável que está aqui à espera: a Inversus já está lida e explorada q.b., a atlântico segue o mesmo caminho, já comecei a Lolita (falha imperdoável dentro daqueles livros que sempre fui adiando a leitura) e a Selecção Nacional do Alberto Gonçalves para nunca perder por completo o contacto com as crónicas.
A nível de filmes já comecei a terapia com o afamado e difamado Brokeback Mountain, seguindo-se a Máquina Zero do Sam Mendes.
A nível da música o my space irá combater lado a lado com o revivalismo de velhos álbuns como o Mellon collie and the infinite sadness dos Smashing Pumpkins ou a minha obscura colecção de Celtas Cortos.
Sugestões aceitam-se
 
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,9:20 da tarde
Eterna questão

A questão israelita há-de se ruma das mais duradouras de sempre. Isto não é apenas o meu normal pessimismo, mas apenas uma daquelas constatações que se fazem de manhã para ver que roupa se vai vestir.
A propósito disto recomendo o Munique do fatalíssimo Spielberg. Explica muita coisa com aquele dom de contar estórias com história que o celebrizou.
Este recente ataque é mais um ao qual se responderá com mais atentados ou com mais raptos.
Embora tenha aquela simpatia pelos judeus que permite a curva do meu nariz, desejo acima de tudo a paz. De uma vez por todas
 
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,3:07 da tarde
Isto há coisas
Depois do recente post que ainda há pouco afixei sobre opiniões quando não são pedidas, confesso que estava eu no Lidl de volta dos tomates, quando um senhor me diz simpaticamente que os outros tomates eram melhores.
Sorri.
Olhe que os outros tomatinhos aí de baixo (vá lá, desta vez não há evidente conotação sexual) são bem melhores.
Claro está que a informação que o senhor me estava a dar era absolutamente desnecessária pois se calhar até queria os tomates em questão para atirar à cara do primeiro anormal que me aparecer à frente. Depois de servido saí da zona das verduras, antes ouvindo mais uma vez: olhe que os outros tomates são melhorzinhos.
Realmente, desde que as televisões se desdobraram na árdua tarefa de encontrar comentadores de futebol que rivalizam entre si na quantidade anormal de disparates por metro quadrado que dizem, que qualquer português se sente logo com autoridade para comentar o que quer que seja. Nem que seja os tomates do vizinho.
 
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,1:47 da tarde
Até os comemos!!
Esta é possivelmente uma das piores expressões que já ouvi, mas que graças a Deus tem sido repetida até à exaustão por toda a parte. Obrigado senhor que tão ditoso povo puseste neste jardinzinho à beira-mar plantado.
Tirando os normais pervertidos que querem efectivamente comer quem quer que apareça, duvido seriamente que o resto da população tenha reflectido sobre o significado evidentemente canibal desta frase.
Quer dizer, quando uma maioria católica todos os fins de semana aceita responsavelmente tomar e comer o corpo de Cristo, se calhar não deveria ficar espantado. Ou deveria?
 
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,1:36 da tarde
Portugal-França
Depois de os franciús terem afastado a última selecção não-europeia com um golo do quase inevitável Henry, seguir-se-à mesmo um fatal Portugal- França.
Quando ontem me encontrava a sair da prisão do Pinheiro da Cruz (cada qual tem o que merece), perguntei ao guarda de serviço o resultado do jogo do Brasil que infelizmente não pude ver e ainda consegui receber um genuíno comentário de "é a vingança que aquela mão do Abel Xavier não foi penalty". Não, foi só uma inocente mão dentro da área que evitou por momentos a eliminação certa.
Gosto sempre quando as pessoas não se inibem de adicionar comentários a perguntas simples de respostas imediatas.
 
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sábado, julho 01, 2006,6:53 da tarde
Mais uma...

E os sportinguistas perguntar-se-ão: porque é que ele não defende assim no Sporting?
Depois de mais um jogo emocionante ( a associação portuguesa de cardiologistas bem avisa todos os anos), onde vi a Inglaterra a jogar ao seu típico kick and rush a partir do momento em que o fatal enfant terrible Rooney foi expulso, passámos, muito graças ao Ricardo.
Vá lá que desta vez nem foi preciso ele tirar as luvas...
 
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,1:18 da tarde
Statcounter


Desde que instalei o statcounter que me vidrei por completo nas estatísticas. Confesso que sempre gostei de gráficos e de subverter interpretações dando as minhas próprias.
Ao fim de 6 meses de statcounter, as ocnclusões são óbvias: não há nem mais nem menos pessoas a virem ler o que escrevo, muito pelo contrário.
Mas mais nada digo.
Dou-vos os factos, fico-me pela reflexão pré-futebol e já acompanhado por uma fatal decider.
 
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,1:08 da tarde
É hoje

Há dois anos foi assim...
Vamos lá ver o que nos reserva hoje.
 
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