«Cada ratinha tem o seu mistério e desvendar uma não quer dizer que percebemos o mistério total», Puchkine, Diário Secreto
segunda-feira, outubro 30, 2006,9:38 da tarde
Por outro lado
pelo outro lado do Paulo Pinto Mascarenhas, acho que ontem foi, sem dúvida nenhuma, o pior programa de sempre dos Gato Fedorento.
No meu íntimo sonho já com o seu regresso a um anonimato mal financiado na Sic Radical.
 
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,9:20 da manhã
Já cá está

Depois de um atraso um nada significativo, a Atlântico já cá chegou a casa de boa saúde.
Graças a Deus!
Mas mais que a Deus, deixo aqui uma nota de destaque para o sr. Paulo Pinto Mascarenhas pois pela primeira vez e desde que me lembro, gostei de um editorial dele.
Gostei.
Que querem que eu faça?
 
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domingo, outubro 29, 2006,3:42 da tarde
Mas porquê?
 
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,3:39 da tarde
Morais Sarmento ao Sol
Na entrevista de ontem do ex-ministro Morais Sarmento ao jornal Sol, gostaria destacar duas expressões que achei... peculiares.
A primeira encontra-se em grande destaque e é mesmo a de o considerarem como o "boxeur de Durão". No comments.
Mas se esta já não é feliz, muito menos é a que se prende com a utilização da expressão: "marinheiro encalhado" que facilmente se presta a segundas interpretações e trocadilhos maliciosos.
Mas enfim, para quem quis mexer com a estrutura da comunicação social estatal, este será um prémio escarninhamente justo.
Já agora, e de maneira bem menos inocente, a por todos nós muito querida Margarida Rebelo Pinto afirma perentoriamente que "o sexo oral é uma arte e há quem, não gostando, consiga intuir que pode ser bom e decida aprender a gostar".
Quando assim é, para quê mais palavras?
 
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sábado, outubro 28, 2006,10:15 da tarde
Caveira
Quando vejo três caloiros meus a terem direito a 2 páginas de entrevista na Y, penso onde foi que me enganei.
 
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,8:58 da manhã
Curtas
- Ainda mais informação sobre o caso australiano, com a frase da polémica

- Será que se eu fosse presidente do Brasil também seria corrupto?

- Sempre interessante. Obrigado.

- Sobre a nossa gloriosa Constituição

- E já agora sobre a Coreia
 
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,8:52 da manhã
Crédulo
Sou daquelas pessoas que ao consultar os meus blogues de referência, acalento sempre uma certa esperança de ver o meu na sua lista de links. Isso aconteceu uma vez e durante uma semana. Mas logo o problema foi resolvido e tudo voltou à normalidade.
A bem da nação.
Já agora, acho que isto só acontece em dias em que oiço um unplugged dos xutos antes das 9h.
 
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,8:33 da manhã
Mudança
A fim de aumentar de forma radical o número indefinido de visitantes deste blog, vou passar a escrevê-lo em inglês.
Right... that's enough! I'm just sick of it! I can't stand it...
Só não me podem é acusar de não ter tentado.
 
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,8:31 da manhã
Pânico
Quando num sábado descomprometido acordo mais cedo do que é normal, há qualquer coisa em mim que não está definitivamente bem.
Aguardo futuros desenvolvimentos da situação.
 
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sexta-feira, outubro 27, 2006,7:15 da tarde
Obrigadão
Através de um depósito avultado numa conta ainda a divulgar, o leitor deste blogue poderá ter acesso livre ao meu primeiro conto desde há muito tempo.
Para começar, já recebi generosos elogios suspeitos do meu soul-mate.
Obrigadão rawal!
 
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,9:08 da manhã
Curtas
- Aqui está uma pequena sátira genial ao último romance de António Lobo Antunes

- Sobre as mais recentes e polémicas afirmações de um tolerante líder islâmico na Austrália

- E os recentes problemas no blogspot
 
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,9:02 da manhã
Sol
E o Sol surgiu nesta sexta-feira de manhã sob a forma de três pampilhos da Bijou a tomarem conta do meu pequeno almoço nesta vila Alentejana.
Um grande bem-haja a todos os pampilhos e um especial envio de carinho à mítica Bijou do Largo do Seminário.
 
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,8:50 da manhã
Livro da semana

Não sei como me fui esquecer que ontem era dia de livro da semana, mas aqui fica um dos dois publicados em Portugal do mais recente nobeliárquico.
Neste livro, onde o Eu (que só por acaso é o narrador) é vítima de uma mutação interessantíssima com o outro numa lógica quase modernista.
A verdade é que do desgrado inicial, dei por mim completamente absorvido na narrativa do senhor turco que ainda este ano esteve preso, ganhando, assim, direito ao seu Nobélio. Nada como uma boa polémica para se ser projectado no mundo.
E o senhor Pamuk foi. E ganhou.
E a entrada da Turquia na UE tornou-se ligeiramente mais difícil por causa de um dos mais ocidentais escritores daquela zona.
 
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quinta-feira, outubro 26, 2006,9:44 da tarde
Será esta uma triste realidade?
"Interroguei-me, já meio adormecido, se a minha ruptura recente com a realidade não me levara a dobrar-me tristemente sobre mim próprio."
in Estranha forma de vida de Enrique Vila-Matas pp.106
 
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,5:00 da tarde
Curtas
- Recebi em casa um folheto onde se podia ler "O fim da religião falsa está próximo!" Onde é que é a próxima bomba atómica?

- Opinião bonita e clara que pode querer dizer muito mais do que só o que está escrito. Eu diria mesmo que é toda uma doença nacional.

- Grandes e gloriosos filhos esta pátria tem

- Ainda há coisas destas

- Parabéns e boas continuações para o meu soul-mate

- Cartazes do Maio de 68

- O sr. Pacheco Pereira com mais estudos sobre o comunismo
 
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,4:07 da tarde
No comboio errado
Depois de quase um ano de longo jejum, regressei finalmente a deleitar-me de forma desmedida com uma cidra de pêra.
Lá está, pensarão. Passou-se. Toda a gente sabe que cidra só mesmo de maçã.
Poois não.
Graças à loja sueca do Ikea não me privei de comprar a minha kopparberg com a qual me deliciei de forma soberba.
 
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quarta-feira, outubro 25, 2006,9:01 da tarde
O meu primeiro contacto
 
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,8:54 da manhã
Polémica do MST
Quanto à polémica sobre a vera autoria do Equador, apenas digo que dificilmente ela será real.
Não que com isto queira defender cegamente o senhor Miguel Sousa Tavares, mas sim manifestar que estas iniciativas anónimas são um pouco repugnantes.
Se queriam lançar polémicas, porque não o fizeram como o Pulido Valente quando o livro foi lançado?
Já agora, será que é polémico dizer que Flaubert copiou Eça ou vice-versa?
Se quiserem também ponho este post como anónimo e será uma acusação tida em conta e o senhor Eça será retirado de todos os manuais escolares. Plageador! Onde é que já se viu?
Que vergonha!
 
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,8:46 da manhã
Tempo
Embora corra o risco de parecer plageador, a frase que se tem adequado a estes últimos dias é mesmo a que a Pitucha tem no seu blogue.
De repente, senti uma necessidade de aumentar em 300% o meu consumo de chá diário, de voltar a vestir a minha sweat da University of Southampton e ler livros em inglês enclausurado num sítio qualquer.
Ao contrário de muitos e muitos portugueses paranóicos com este fenómeno chuvoso, eu acho que estava mesmo a precisar deste tempo.
 
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terça-feira, outubro 24, 2006,12:06 da tarde
Ainda não foi desta
Sabendo que em casa me esperava um livro (mais um) do Vila-Matas que já tinha começado num fim de semana daqueles, resolvi trazer mais um da biblioteca.
Difícl decisão: de um lado o último da Agustina (de quem eu já me convenci que tinha mesmo que ler) e do outro o Jerusalém do Gonçalo M. Tavares (de quem já me convenci de que gosto).
Que fazer?
Perdoa-me Agustina, mas ainda não foi desta.
 
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,8:49 da manhã
Direitos do leitor ou sobre o Liceu
O Pennac definiu uma série de direitos do autor.
Num acto de rebeldia para com a geração que me tornou num ser minimamente pensante, não respeito nem um.
Que rebelde, que ousadia!, pensarão.
Não.
Que triste confronto tenho eu tido com a realidade.
 
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segunda-feira, outubro 23, 2006,8:33 da tarde
E já agora...
Sempre que escrevo um post, sinto que falta qualquer coisa.
Neste caso, isto.
 
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,8:27 da tarde
Hungria
E a Hungria está em pé de guerra.
Embora a minha tremenda consciência pessimista me diga que Portugal nem de pé nem de guerra está, sinto que deveria escrever algo mais inteligente do que isto.
Eu sou capaz, eu sou capaz...
Aquele jogo de ontem foi verdadeiramente vergonhoso e o Pamuk está-se a revelar mais engraçado do que ao início, mas daí até ao nobel...
 
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,1:01 da tarde
SLB vs CFEA

Ontem lá se realizou mais uma grande partida, digna de um verdadeiro glorioso com um verdadeiro recorde de cartões, incluíndo a polémica expulsão do único encarnado que soube jogar à bola durante o desafio.
Os comentadores da TVI é que estão a ganhar cada vez mais um lugar cativo no meu coração graças às suas intervenções soberbas, como: isto já parece Glasgow! para descrever um falhanço defensivo.
As expectativas para o jogo no Dragão não poderiam ser melhores!
 
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domingo, outubro 22, 2006,10:34 da tarde
Liceu Nacional de...
Confesso que senti uma certa vergonha ao me confrontar com o ranking das escolas.
Não pelo facto de a primeira ser uma privada (surprise, surprise) nem de haver apenas 8 públicas nas 20 primeiras, mas sim por ver a minha escola, o meu liceu numa posição tenebrosamente baixa.
Sim, bem sei que a geração de ouro já abandonou aquele estabelecimento há uns anos, mas enfim...Há coisas que ainda mexem connosco e é por isso mesmo que a partir de hoje renunciarei à nomenclatura oficial de Escola Secundária de... para um eterno e mítico Liceu Nacional, para fazer, ao menos, justiça ao senhor Almeida Garrett, seu fundador indirecto.
 
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,5:19 da tarde
Irritação
Irrita-me ligeiramente quando gosto mais das entrevistas dos escritores do que dos seus livros. O pior de tudo é que isso acontece com bastante mais frequência do que seria desejável.
Se calhar vou mesmo deixar de ler entrevistas.
 
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,10:39 da manhã
Curtas
-A Rita descobriu uma coisa fantástica

- Porque é que eu nunca li Agustina?

- Lindíssima esta foto

- A Atlântico voltou a mudar de imagem e depois não será de espantar que surjam coisas destas.
 
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,10:29 da manhã
Comentários anónimos
A validade de um comentário anónimo é mais ou menos igual à de todos aqueles quadros e escritos medievais que têm uma certa beleza, mas que ninguém sabe a quem atribuir. Ficam, por assim dizer, perdidos na memória lá longe, num recanto obscuro da nossa mente.
 
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,10:06 da manhã
Concerto e isso tudo
Enquanto ontem ouvia uma das poucas músicas verdadeiramente jazz do concerto, resolvi tirar os óculos para melhor poder disfrutar.
Quando me apercebi que na bateria estava o Alexandre Frazão, fui mesmo obrigado a repô-los.
 
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sábado, outubro 21, 2006,8:53 da manhã
McDonalds
Eu, cidadão cumpridor de quase todas as leis estabelecidas nos seus respectivos anos, venho por este nobre meio propor que em certas zonas do país se altere a "Sopíssima" do MAc para "Sopérrima". Só poderá fazer todo o sentido:
"Oh Kiki, venha cá comer uma sopérrima."
Está proposto.
 
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sexta-feira, outubro 20, 2006,12:06 da tarde
Teixeira, não sejas trafulha..
Digam que não foi genial da minha parte ir buscar este belo excerto da Canção deLisboa para pôr como título deste post, que se dedicará exclusivamente à entrevista de ontem?
Pois a verdade é que os nossos ministros (pois todos nós votámos neles) têm manifestado uma tendência inata de subversão da realidade. Mas se o sr. António Costa demonstrou ser uma velha raposa, o sr. Teixeira dos Santos já revelou um pouco mais dificuldade, até porque os temas eram um pouco mais difíceis. Teve azar, coitado.
Contudo, é de louvar a maneira messiânica como anunciam as medidas para bem da pátria.
As promesas, essas, já fizeram o que tinham a fazer: deram-lhes a maioria.
 
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,12:05 da tarde
Cachimbo
Será que graças às novas e eficazes leis anti-tabágicas eu não consigo encontrar um único cachimbo de brincar?
 
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quinta-feira, outubro 19, 2006,4:32 da tarde
De anterioribus post

Ainda em relação ao post anterior e ao misterioso senhor Salinger, tirado daqui.
 
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,12:59 da tarde
J D Salinger
E em 74 ele confessou isto numa entrevista:
"There is a marvelous peace in not publishing. It's peaceful. Still. Publishing is a terrible invasion of my privacy. I like to write. I love to write. But I write just for myself and my own pleasure."
 
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,10:24 da manhã
Curtas
- E ao terceiro dia acabou a greve da classe docente (será que vejo aqui um paralelo bíblico?)

- A questão das scuts onde o governo de facto prometeu o que cumpriu e a Hungria

- Aqui vai-se desenrolando uma pequena crise poética

- E a propósito do Nobel, será que é crime eu dizer que não gosto de Borges?

- Um belo poema sobre a questão rivoliana

- E já agora porque não guardarem já uma tumba para o Saramago ou para a Agustina?

- E é só.
 
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,10:15 da manhã
Mr Salvador
Aqui está uma daquelas coisas que surgem por aí e são só capazes de nos encantar. Astonishing mr. Salvador.
 
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,9:54 da manhã
Livro da Semana

Após ter largado com algum sacrifício (como estou irónico!) 2,50€ por este livro de Philip Roth, confeso que o li em 2,50€ de tempo.
Completamente despido da sua imensa qualidade narrativa e com base em diálogos rápidos e cortantes (a lembrar Beckett ou Woody Allen)

o senhor Philip deomnstra uma mestria para mim nova, mas que foi revelada no ano de 1990.

Como é que se chama mesmo o vencedor do último Nobel?

 
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quarta-feira, outubro 18, 2006,6:20 da tarde
De homem
Ao caírem as primeiras gotsa de água de um fim de tarde chego a casa, respiro fundo e sim. Eu sou capaz.
Vou começar a ler o mais recente Nobel.
Sou, sobretudo, um homem de fé
 
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,12:19 da tarde
Custou, mas já está
Por mais que diga a mim próprio que a noite de ontem não foi possível, a verdade é que foi. Depois de uma manhã de pleno sofrimento, já houve mesmo uma parte inconsciente do meu cérebro que já aceitou o resultado.
Por mais que eu diga que vou deixar de sofrer, não consigo. Apesar de tudo, ainda há uma chama cá dentro que em vez de aquecer, consome.
 
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,10:57 da manhã
Questões interpretativas
Depois de saber que uma indivídua tinha posto três criancinhas (de idades compreendidas entre os 13 e os 15) fora da sala de audiovisuais por terem tentado ver um filme para maiores de 16.
Justo.
Eu, quando questionado sobre um filme de terror para um outro grupo da mesma idade, logo me voluntariei para lhes dar o Exorcista, logo revelando os mais tenebrosos e escabrosos aspectos do filme, incluíndo uma morte dolorosa depois de longas tormentas psicológicas. Claro está que revelei ainda alguns dados científicos sobre pessoas que tinham ficado afectadas depois de terem visto tal filme.
As crianças decidiram, per si, embarcar numa comédia romântica.
 
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,9:53 da manhã
Chuva
E quando chove o país entra em pânico. Os acessos às duas capitais entopem cheios de histero-neurasténicos (obrigado Pessoa que se não fosses tu nunca saberia que esta palabra existiria) e em todo o lado se anuncia uma depressão generalizada derivada do tempo.
"Quem me dera estar em casa" - ouve-se, sendo que quando há um sol brilhante todos suspirem por querer ir para a rua.
Será que houve um poeta que terá dito qualquer coisa como: "Só tenho saudades do que não vivi"? ou ainda o nomeável António Variações com um "Só estou bem aonde eu não estou".
E com isto tudo, lá fora a chuva parou e há um sol maroto a rir-se de todos os que já estão encafuados a trabalhar.
 
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,9:31 da manhã
Per la matina
 
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terça-feira, outubro 17, 2006,3:11 da tarde
Lagoa Henriques

Há sempre uma certa melancolia destes dias de sol em pleno inverno.
De repente sinto em mim uma necessidade imperiosa de me entregar quase por completo à leitura, à reflexão e a toda uma série de coisas nostálgicas que no fundo nunca existiram em mim.
Num momento único e talhado na larga fatia do tempo, sinto que o vou ter para sempre e prometo de mim para mim ser mais eu.
 
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,10:21 da manhã
Se o Dantas é português, eu quero ser espanhol
Qualquer dia temos o Zapatero a devolvê-los
 
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,10:02 da manhã
Homónimos
No outro dia perguntaram-me se eu era o Pedro Lopes que escrevia para a Atlântico.
Sentindo-me ligeiramente lisonjeado, prontamente respondi que não, mais afirmando que para escrever ninguém e paga e que por isso ainda podia defender os ideais do Agostinho da Silva.
Terminada a conversa, pensei seriamente nos meus homónimos. Se pela parte que toca ao cronista, poderia sentir um certo orgulho, o mesmo já não poderei dizer em relação ao político, ex-ministro; ex-Figueira; ex-Lisboa; ex-Primeiro e um dia destes ainda é ex-político.
 
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,9:55 da manhã
Prós e Contras
Foi bonito e pouco dignificante ver o debate de ontem onde o ministro António Costa conseguiu aquilo que queria: mostrar a todos os portugueses a anormalidade dos seus autarcas, resumida ou ali representada pelo sr. Fernando Ruas que não conseguiu contrariar o esquema de uma raposa muito mais experiente.
Gostaria de realçar, apenas, o facto de António Costa ter adoptado o estilo de mãos abrunhosa do Primeiro Ministro asim como uma certa tendência retórica de subverter os ataques a ele dirigidos para outros assuntos.
Pena que nem sempre os bons políticos se revelem bons governantes.
 
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segunda-feira, outubro 16, 2006,11:59 da manhã
Quizz religioso ou isso
Este quizz seria óptimo para este senhor e para as suas eternas questões.
 
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,11:34 da manhã
Grandes Tugas
No programa de ontem dos Grandes Tugas, fiquei nototriamente sensibilizado aoreparar que tinham sido mencionados uma série de nomes que vale, indubitavelmente, destacar no panorama da nossa nação.
Começando com Marcelo Caetano, passando por Cristiano Ronaldo e não esquecendo o António Variações e o Sérgio Godinho, quem eu queria mesmo destacar é Francis Obikwelu.
Claro está que ainda há o Pedro Cabrita Reis que se nomeou a ele próprio, o que só fica bem. Pelo menos já conta com um voto.
Se eu não tivese já votado no Almada Negreiros já poderia contar com dois votos. Sou, sobretudo e principalmente, um português solidário.
 
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,10:05 da manhã
Fenómeno Fedorento
Hoje em dia já não se pode ir calmamente a uma festa sem que a última expressão fedorenta invada e condicione os temas de conversa, da mesma maneira que acontecia com as do Herman há uns anos. O bom senso parece, hoje, perdido algures entre o privado e a reprodução pública.
Não que a culpa seja destes senhores, mas sim de todos os outros que queriam ser como eles.
 
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sexta-feira, outubro 13, 2006,3:15 da tarde
Ainda o Agostinho
O pobre homem acreditava que os portugueses eram inatamente poetas (no sentido criador do termo) e que eram, de certa forma... geniais.
Ainda hoje tive duas provas:
- Primeira foi uma tentativa frustrada de tentar fazer um pequeno momento sarcásrico não compreendido. Isto, apesar do meu sorriso sarcástico, igualmente não compreendido.

- Depois foi um: tens aí imagens do James Bond.
Onde?- inquiri de imediato. Ah, sim. O Corto Maltese.

Tenho a certeza que Agostinho da Silva nunca se apercebeu de semelhantes fenómenos
 
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,2:18 da tarde
Quem é?
 
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,11:50 da manhã
Leituras cibernéticas antes de voltar a Baudelaire
Aqui está um link oficial sobre a piedosa vida do senhor líder do Irão

E para tristeza da esquerda

Ontem já foi revelado o novo Nobel da Literatura ao mundo. Como previsto, não o conhecia e nada me garante que o vá a conhecer num futuro mais ou menos próximo. Em Portugal: dois livros




Por cssa destas e doutras coisas é que a lista de links vai aumentando
 
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,11:37 da manhã
13 de Outubro
Em dias como hoje, o mais que me atrevo a aproximar de Fátima é mesmo Santarém. Há e tem que haver uma certa decência. Sigo, pois, de maneira quase fiel os ensinamentos ou dúvidas do padre Mário Oliveira.
Enquanto a esquerda delira com os 80000 da manif de ontem, o Bispo de Leiria/Fátima delirará com outros números bastante superiores.
Por muito que custe a muito boa gente, é tudo uma questão de dimensões...
 
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,10:43 da manhã
Nharre!
Ontem aqui apareceu uma miúda cujo nome era Glydsianne. Claro está que o pudor me vai impedir de fazer qualquer tipo de trocadilhos.


Pelo menos para já.
 
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quinta-feira, outubro 12, 2006,3:40 da tarde
Livro da Semana

Esta semana ( e apesar da leitura desenfriada do

Gonçalo M. Tavares) resolvo continuar pela onda Vila-Matas onde o seu livro sobre o fenómeno do não escrever, partindo sempre do exemplo da estória genial de Melville.

Mais uma vez confesso-me verdadeiramente surpreendido pelo conhecimento da literatura portuguesa demonstrado por este catalão.

Mais que uma boa leitura, este é um convite quase irresistível a muitas outras leituras que se terão inevitavelmente que se seguir.

 
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,9:54 da manhã
Assim é que se vê...
Ao chegar estremunhado à porta da biblioteca, vejo uma longa fila ordeira de pessoas com pequenos livros e jornais na mão. Desde logo pensei que ou eram leitores fanáticos ou testemunhas de jeová.
No entanto, e graças a uma daquelas capacidades perceptivas que só Deus tem o condão de conceder em determinados e específicos momentos da nossa vida, apercebi-me que eram militantes do PC. A idade não engana nem o fanatismo a ler o que vim a saber tratar-se do Avante! tão pouco.
Mas a prova final foi mesmo quando a porta da biblioteca se abriu e eles nem sequer se moveram, possivelmente esperando desígnios superiores.
Pois assim é que se vê
a força de quem crê
 
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,9:51 da manhã
Damaged
Para os eternos fãs de Tindersticks, anuncio de forma sóbria que os Lambchop já têm um novo álbum que é o título deste post.
Para melhor aproveitar o delicioso sol matinal, vou-me encafuar num sítio qualquer a devorar o álbum.
 
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,9:23 da manhã
Lindo
 
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,8:53 da manhã
A biblioteca do senhor Juarroz
Este será, porventura, a minha passagem preferida de todos os senhores do Gonçalo M Tavares. Uma série de ideias úteis para as bibliotecas públicas são aqui levantadas de forma pertinente:

A biblioteca

O senhor Juarroz gostava de organizar a sua biblioteca de maneira secreta. Ninguém gosta de revelar segredos íntimos.

rém, foi descoberto

O senhor Juarroz primeiro organizara a biblioteca por ordem alfabética do tftulo de cada livro. Rapidamente, po

O senhor Juarroz organizou depois a sua biblioteca por ordem alfabética, mas tendo em conta a primeira palavra de cada livro.

disse: já sei!

Foi mais difícil, mas ao fim de algum tempo alguém

las,

A seguir o senhor Juarroz reordenou a biblioteca, mas agora por ordem alfabética da milésima palavra de cada livro.

Há no mundo pessoas muito perseverantes, e uma de- depois de muito investigar, disse: já sei!

No dia seguinte, assumindo este jogo como decisivo, o senhor Juarroz decidiu arrumar a biblioteca a partir de uma progressão matemática complexa que envolvia a ordem aifabética de uma determinada palavra e o teorema de Godel.

Assim, para estranheza de muitos, a biblioteca do senhor Juarroz começou a ser visitada, não por entusiastas da leitura, mas por matemáticos. Alguns passaram tardes a abrir os livros e a ler certas palavras, utilizando o computador para longos cálculos, tentando assim encontrar a todo o custo a equação matemática capaz de desvendar a organização da biblioteca do senhor Juarroz. Era, no fundo, um trabalho de descoberta da lógica de uma série, semelhante a

2 1 9 1 30 1 93

Pois bem, passaram dois, três, quatro meses, mas chegou o dia. Um reputado matemático, completamente vermelho e eufórico, segurando, na mão direita, um bloco gigante coberto de números, disse: Já sei!, e apresentou depois a fórmula da série que baseava a organização da biblioteca.

O senhor Juarroz ficou desanimado e decidiu desistir do jogo. Basta!

No dia seguinte pediu à sua esposa para organizar a biblioteca como bem entendesse. Por ele estava farto.

Assim foi. Nunca mais ninguém descobriu a lógica da organização da biblioteca do senhor Juarroz.

 
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quarta-feira, outubro 11, 2006,7:31 da tarde
Comunidade de Leitores Virtual
Revelando um claro receio mais ou menos natural, tive uma daquelas ideias que me torna numa pessoa singularmente genial no panorama da senilidade portuguesa: criar a primeira comunidade de leitores virtual onde todas as pessoas são convidadas a participar livremente.
É incrível mas isto ainda tende a ser mais democrático do que o 25 de Abril...
Todos os interessados podem-me mandar um mail, que logo envio o convite.
O link continua a ser o mesmo, mas de cara lavada.
 
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,9:42 da manhã
Evolução?
No início da minha idiota fase da adolescência, julgava-me extremamente radical pois ouvia o Dookie dos Green Day logo pela manhhã. Hoje sei que isso era mais uma atitude pop que outra coisa qualquer. Com o evoluir da coisa, deixei-me de Green Day e pus-me a ouvir Oasis, o que nada abona em favor da minha pessoa.
O findar do Liceu trouxe um pouco de bom senso com o Só do Jorge Palma a despertar-me. Essa melancolia matinal foi-se agravando com a introdução do Fado Hilário e o Dies Irae do Requiem de Mozart.
Ao acabar o curso, dediquei-me a um longo período não auditivo a fim de repor um pouco de sanidade.
Mas por pouco tempo: agora a minha música matinal depende única e exclusivamente da última coisa que tenha ouvido no dia anterior, muito graças ao agravado estado de sonolência que me afecta invariavelmente pela manhã.


PS- Será que hoje estou um pouco obcecado com esta temática matinal?
 
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,9:08 da manhã
Manhã
Há várias coisas que podem arruinar por completo o meu humor matinal:
-Encontrar uma testemunha de Jeová
- Descobrir que o Daniel Oliveira se enquadra na perfeição no artigo do Henrique Raposo do último número da Atlântico (e muitos outros que tais, como o Miguel Portas)
-Sonhar que ainda posso enveredar por uma carreira futebolística, mas acordar de manhã com dores no joelho por causa da mudança climática.
- Ler um poema feito há menos de dois anos
 
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terça-feira, outubro 10, 2006,11:05 da tarde
Confirmado!
Não gosto da poesia que se faz. Agora. Em Portugal.

PS- Este meu post tem um não sei quê de poético.
Isto surge no seguimento da tentativa de leitura de mais de 20 poemas do Livro da Dança do Gonçalo M. Tavares num espaço de trinta minutos enquanto sorvia o jogo dos sub-21, assim como uma Bohémia. A última, por sinal.
 
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,12:24 da tarde
Senhor Brecht de Gonçalo M. Tavares
Disseram-lhe: só te oferecemos emprego se te cortarmos a mão.
Ele estava desempregado há muito tempo; tinha filhos, aceitou.
Mais tarde foi despedido e de novo procurou emprego.
Disseram-lhe: só te oferecemos emprego se te cortarmos a mão que te resta.
Ele estava desempregado há muito tempo; tinha filhos, aceitou.
Mais tarde foi despedido e de novo procurou emprego.
Disseram-lhe: só te oferecemos emprego se te cortarmos a cabeça.
Ele estava desempregado há muito tempo; tinha filhos, aceitou.
 
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,9:15 da manhã
Droga peruana
"Porque é que o Peruano planta droga e não batatas? Ganha mais dinheiro" - dito por esse santo do post anterior
 
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,9:01 da manhã
Mr. Agostinho
Não foi santo, mas mesmo assim filósofo.
Memorando: nunca pôr Agostinho a um futuro descendente.
 
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segunda-feira, outubro 09, 2006,10:41 da tarde
Ainda na ressaca da república...
... hilariante ver o MEC a entrevistar o falecido Agostinho da Silva que dissertou interminavelmente sobre a Monarquia portuguesa.
 
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,10:38 da tarde
Um contra todos

À pergunta "Qual a nacionalidade de Frida Kahlo?", uma senhora professora responde: " Com esse nome, de certeza que é alemã. Não conheço a obra, mas deve ser alemã."
Será que sinto o dever moral de a informar de que para além de não conhecer a obra, também não conhece (ou não conheceu, enfim) a pintora?
 
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,9:05 da manhã
Lula
Numa altura em que as eleições brasileiras se encaminham para uma "surpreendente" 2ª volta (porque é que será que Lula só ganhou nos estados mais pobres?), dou de caras com este post. Genial.
 
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,8:49 da manhã
A causa do Ecos
Estou humildemente num estabelecimento comercial, quando sou abordado por um dos elementos do jornal que aceita piedosamente os meus escritos.
Sou abordado sobre uma gaffe linguística cometida num desses textos e sobre se ela teria sido propositada ou não.
Assim se vê a confiança desta gente nos meus dotes escriturários...
 
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,8:44 da manhã
Asas e penas

Ainda há quem goste de ouvir coisas destas pela manhã
 
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domingo, outubro 08, 2006,7:47 da tarde
B. Traven
Numa altura em que o ressuscitar da comunidade de leitores de Grândola se assoma num horizonte mais ou menos longíquo, deparo-me com isto.
 
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,5:31 da tarde
A revolta dos pastéis
Que eu nunca consigo ver um programa completo, não é grande novidade. Não que este post venha a constituir grande novidade, mas é apenas uma daquelas constatações que se fazem enquanto se folheiam as últimas páginas de um romance de cariz teórico.
Isto tudo só para dizer que o João Soares caminha a passos largos para uma demência mental comparável à do respectivo primogénito. Não percebeu as piadas e tem uma visão detorpada da história. Muito detorpada, aliás.
O fadista monárquico João Braga encontrou neste republicano bacoco um bom alvo para a sua mais ou menos refinada ironia.
Está constatado.
 
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,10:31 da manhã
A ecoar por Grândola
Depois de ter escrito o meu pior texto de sempre (sendo este sempre o período equivalente a cinco anos de vida precária), deixo aqui o equivalente ao número de Novembro, surgido a quando da leitura de um texto do Henrique Raposo no blog da revista Atlântico e que não tenho paciência para ir procurar o respectivo link.

Corria o ano de 1965 quando os britânicos The Who lançaram uma música que mudaria por completo a noção de geração. Claro está que falo de My Generation, que logo a então conservadora BBC se recusou a passar na sua rádio.

Estavam, assim, inaugurados os primeiros choques geracionais de uma nova classe média pós-II Guerra Mundial. O desejo de corte era de tal forma intenso que a certa altura surge mesmo a frase “ I hope I die before I get old” (Espero morrer antes de envelhecer).

Uma década mais tarde, o igualmente britânico John Lennon escreveu uma das suas mais emblemáticas canções que começa precisamente com um:

As soon as you're born they make you feel small
By giving you no time instead of it all
Till the pain is so big you feel nothing at all

(Assim que nasces, fazem-te sentir pequeno

Ao não te darem tempo nenhum em vez dele todo

Até que a dor seja tão grande que já não sentes nada)

Será que isto representa mesmo a minha geração?

A resposta salta logo à vista: NÃO.

Uma das principais liberdades dessa ou desta geração em que cresci é o facto de não se rever enquanto geração.

Desde muito cedo que as divisões se começam a fazer através de referências musicais (que não só substituíram como suplantaram as literárias), das roupas que se usavam (sempre muito condicionadas pelo que ouvíamos), pelas notas obtidas no Liceu e pelo próprio estatuto social das respectivas famílias. Se alguma das liberdades de Abril foi para mim evidente, foi a liberdade de podermos ser diferentes de todas as outras pessoas que nos rodeiam e de podermos, por fim, rejeitar todas as outras liberdades que nos foram oferecidas. No fundo, o grande lema que me acompanhou durante o período de formação da adolescência foi mesmo o “só tem medo desses muros quem tem muros no pensar/ se o pensamento for livre, todos vamos libertar”, como diria o José Mário Branco.

Findos os estudos e com a atabalhoada entrada no mundo real, surge o primeiro e talvez único grande choque geracional que tive ou terei que enfrentar:

----------------------------------------------------------------------------

Neste momento em que vejo estas linhas a surgirem no écran do meu computador, só me consigo lembrar de Nick Drake (que curiosamente me acompanha nestas palavras) e de um intenso sentimento shandy (Marcel Duchamp) face às liberdades da geração que temos que enfrentar. Curiosamente, quarenta anos depois do primeiro grito de Pete Townshed (compositor do My Generation), vivo tudo isto de uma forma saudavelmente egoísta, tal como mandam as regras geracionais.

 
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,10:28 da manhã
Esclarecimento
Às vezes só me esqueço do mais importante, tal como referir que a autoria do título do post anterior se deve a uma referência mais ou menos clara ao que disseram os jornalistas em relação ao tal golo não sancionado ao Ronaldo a jeitos de pontapé de bicicleta.
Está o humilde leitor esclarecido.
 
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sábado, outubro 07, 2006,11:17 da tarde
Foi limpinho, limpinho!
Face a uma equipa azeri constituída por 3 brasileiros, um russo, um ucraniano, um antigo internacional de futsal e, com certeza, vários campeões regionais de matraquilhos, a fabulosa equipa nacional conseguiu o fantástico resultado de 3-0.
Claro está que o sentimento patriota só pode vir ao de cima e esperam-se celebrações em todas as praças do país. Eu já cumpri a minha parte ao bocejar.
Em época de celebrações republicanas, apelo à Nação para se continuarem as festividades.
 
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,12:02 da manhã
À la MEC
Há um conjunto de expressões na nossa língua materna, essa mesma que é exaltada diariamente em alguns programas de televisão e em dias festivos, que me conseguem transportar para uma dimensão alternativa, a da... qualquer coisa de.
A expressão do dia, cujo destino ma trouxe por duas vezes até junto da minha pessoa, foi a de: isso é 5 estrelas.
Desde a inauguração daquele hotel de 7 estrelas no Dubai e da existência de hotéis de luxo (logo superiores a 5 estrelas) e ainda de 4 estrelas que não são cinco por uma questão de centímetros na dimensão dos quartos por uma mera questão fiscal, que essa expressão não significa nada para mim. E esta dissertação, por isso mesmo, deveria ser considerada de 5 estrelas.
Só por causa das coisas.
 
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sexta-feira, outubro 06, 2006,11:58 da tarde
Jacques Vaché

Adoro citar escritores ou indivíduos dos quais, ou não sei nada, ou finjo mesmo não saber.
Jacques Vaché é um deles.
Infelizmente, o autor da frase "A Arte é uma estupidez", é para mim um total ignoto e confesso mesmo que me deu um certo prazer encontrar esta foto.
Por razões mais ou menos óbvias.
 
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quinta-feira, outubro 05, 2006,2:35 da tarde
Nobel Literatura
 
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,11:24 da manhã
Livro da semana

Suspeito que ninguém se espantará com esta eleição. Depois de ter comprado uma parte significativa da sua obra (demonstrando uma fé quase inabalável na Assírio e Alvim), agora leio-a.
E gostei.
O catalão Enrique Vila-Matas faz uma breve e deliciosa incursão sobre o movimento Dada e sobre os seus pricipais intervenientes num ensaio abrilhantado com pequenos pormenores de narrativa que tornam o livro numa leitura bastante saborosa.
A não perder
 
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,11:18 da manhã
República

Pois só hoje é que se concluiu em bons termos esta demanda.
Seja como for, e tal como muitas outras coisas na minha vida, também esta se encontra repleta de um forte significado. Não será, pois, à toa que tomo o pequeno almoço ao som do artigo do Rui Ramos: O 5 de Outubro merece uma festa?
E isto só para começar o dia...
 
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quarta-feira, outubro 04, 2006,8:05 da tarde
A dos gatos


Esta é a senhora que passa os dias à janela a gritar desalmadamente ao seu gato para voltar a casa. Acredito piamente que há melhores vozes para acompanhar fins de tarde outonais.
 
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,7:05 da tarde
Horror ou pavor
Irrita-me solenemente ler livros que me despertam ou aguçam a curiosidade para ler outros.
Claro está que isto complica imenso a minha vida a nível de tempo para conseguir ler o que tenho em espera, os que se vão interpondo pelas mais diversas razões, e ainda os que se avizinham malandros.
Claro está que se achei o conto do Bartleby do Melville fantástico, não será de espantar que o Bartleby e Cª desse catalão que ando a ler me esteja a conduzir a uma saudável insanidade (isto tem um nome de figura de estilo que não me quero lembrar. Mas afinal, quem é que ainda se lembra das figuras de estilo?)
 
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,9:07 da manhã
Pedido de ajuda
Depois de ontem ter lido sete manifestos Dada à patada, quase receio vir a gostar de poesia num futuro mais ou menos próximo
 
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terça-feira, outubro 03, 2006,6:05 da tarde
Aleister Crowley
Depois de ter acabado o meu primeiro livro do catalão Vila-Matas, dou por mim a sentir aquele desejo pueril de querer saber mais e lá fui eu à procura de uma série de nomes que nem sabia que existiam, tal como o senhor que dá o título a este post.
Na tentativa de querer ler alguma coisa, aqui fica essa qualquer coisa
 
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,11:23 da manhã
Quem foi que escreveu isto, ah?

Há letras de músicas que insistem em nos marcar, mesmo muitos anos depois de as termos ouvido...

As soon as you're born they make you feel small
By giving you no time instead of it all
Till the pain is so big you feel nothing at all
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

They hurt you at home and they hit you at school
They hate you if you're clever and they despise a fool
Till you're so fucking crazy you can't follow their rules
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

When they've tortured and scared you for twenty odd years
Then they expect you to pick a career
When you can't really function you're so full of fear
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

Keep you doped with religion and sex and TV
And you think you're so clever and class less and free
But you're still fucking peasants as far as I can see
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

There's room at the top they are telling you still
But first you must learn how to smile as you kill
If you want to be like the folks on the hill
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be
If you want to be a hero well just follow me
If you want to be a hero well just follow me

 
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,11:18 da manhã
Leituras

Ando para aqui a ler coisas onde o autor desta fonte aparece mais do que seria necessário...
 
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segunda-feira, outubro 02, 2006,7:55 da tarde
Atlântico? Was ist das?
Resolvi, de consciência tranquila para com o atraso registado, ir à procura da Atlântico por esta vila alentejana que me alberga. Ao perguntar numa papelaria perto de mim se ainda tinham a supracitada revita, foi-me respondido que não.
Satisfeito com a resposta e já motivado q.b. para partir rumo a uma outra papelaria, ouço ainda a resposta a ser complementada com um: tem deixado de vir, até porque nunca ninguém a compra.
Será que também serei ninguém para o Ministério das Finanças?
 
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,7:52 da tarde
Paulo Bento vs Domingos Paciência
Quando vejo dois dos jogadores da minha adolescência a voltarem a defrontar-se, mas desta feita como treinadores, sinto uma certa melancolia nostálgica, intimamente ligada com o inevitável passar da idade
 
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,12:22 da tarde
Andy Warhol

Há coisas que pura e simplesmente não me conseguem sair da cabeça
 
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domingo, outubro 01, 2006,10:24 da tarde
Shvoong
Embora não acredite (sou um incrédulo incorrigível) na parte monetária da coisa, resolvi associar-me à ideia israelita (lá estou a apoiar os países capitalistas, apoiados pelos imperialistas norte-americanos) do shvoong e que será um pouco mais do que os habituais livros da semana.
Para quem quiser, só se quiser.
 
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,10:07 da tarde
Grandes Portugueses
Aqui estão algumas sugestões para os grandes portugueses da RTP.
Para além da eventual subjectividade da coisa ( que é perfeitamente razoável e normal), há dois (2) aspectos fundamentais em que erraram:
1- Eu não estou na lista
2- Eu não estou na lista
(sem palavras)
 
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,8:30 da tarde
uma questão de marketing



Os autores da moda, ou que estão a tentar voltar à moda, fizeram um perfeito estudo de mercado e aperceberam-se do que é que chama leitores ávidos:
suspeito ser bem evidente qual é essa perversa razão...
 
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