«Cada ratinha tem o seu mistério e desvendar uma não quer dizer que percebemos o mistério total», Puchkine, Diário Secreto
terça-feira, novembro 21, 2006,7:57 da tarde
Mais um texto para Ecoar

Em Dezembro as pessoas pensam no Natal, nos presentes e não sei que mais.

É mais ou menos como o reflexo de Pavlov. Quando se pergunta a uma criança o que é que acontece de importante em Dezembro, estou seguro de que não nos responderá com ar triunfante que foi a emancipação de Portugal face ao regime dos Filipes. Restauração da Independência, tal como ensinam na escola, se é que ainda ensinam o que quer que seja.

Não que eu queira com isto pôr mais uma acha na longa luta que temos vindo a assistir sobre o sistema de ensino. Simplesmente acho que caso voltasse a ser um normal estudante, o meu sucesso escolar seria tremendamente díspar. Modernices!

No fundo, este Natal é uma modernice!

Há a promoção de uma série de coisas de que nunca ouvi falar, e repetem-se as balelas de sempre de que haja paz no mundo, amor entre os homens e ternura. Ah, no meio disto tudo fala-se ainda das crianças, pois no fundo são eles os que mais despertam em nós os ímpetos consumistas. Mas tendo em conta que a maioria das crianças asiáticas (tirando os tenebrosamente fanáticos filipinos) não festejam o Natal, assim como uma quantidade considerável de crianças africanas (que ou pertencem a uma tribo estranha, ou são muçulmanos ou pura e simplesmente não têm a mínima capacidade de saber o que é o Natal), se calhar até nem faz muito sentido associar as crianças ao Natal.

Quanto à tal imagem do Pai Natal, que todos gostam de dizer que o vermelhinho é da coca-cola, terá nascido lá para os lados da Turquia (país onde ainda se pode espancar e discriminar democraticamente os cristãos) com o nome de Nicolau e chegou a santo. E já que se fala em Turquia, porque não o mais recente Nobel Orhan Pamuk para prenda de Natal?

 
posted by magnuspetrus
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