«Cada ratinha tem o seu mistério e desvendar uma não quer dizer que percebemos o mistério total», Puchkine, Diário Secreto
terça-feira, dezembro 05, 2006,9:03 da manhã
Ainda e que não sobre o porque do post anterior
Quando na já referida acção de formação de ontem oiço aquela mesma outra professora que já originou um post a aquiescer de forma efusiva com a cabeça ao ouvir o nome de António Mota, achei de mau gosto.
Ter-se pronunciado de forma ainda mais efusiva sobre o facto dele ser o seu escritor preferido, fez-me estabelecer um paralelo imediato:
o António Mota está para a literatura infantil como o Aquilino Ribeiro para a literatura portuguesa. São ambos reconhecidos enquanto bons escritores, mas já ninguém os lê. Podem ser que voltem a ser relidos, mas HOJE o seu número de leitores é virtualmente nulo. Virtualmente nulo, pois há sempre aqueles grupos de académicos decadentes de algumas faculdades que o acham virtuoso e espírito referencial de uma geração que já pouco tem que ver com os dias actuais. Um pouco como o que se passa com o António Mota.
Afirmar, no momento em que a Literatura Infanto-Juvenil Portuguesa atravessa um verdadeiro boom de qualidade e quantidade, que o António Mota é o seu escritor preferido, ou se é uma pessoa de fortes convicções passadistas, ou ignora o que de melhor se anda a fazer neste campo nos últimos anos.
 
posted by magnuspetrus
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